<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4235620305508251468</id><updated>2012-01-31T10:35:11.730-08:00</updated><title type='text'>Há vida no penico</title><subtitle type='html'>nós vistos do interior do penico global</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://vidanopenico.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidanopenico.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>duma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00643174871552023876</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/SbfWU2ikE9I/AAAAAAAAALE/N7A1bCuIOh4/S220/SP_A0010.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>22</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4235620305508251468.post-335706876468465498</id><published>2012-01-31T06:02:00.000-08:00</published><updated>2012-01-31T06:05:48.798-08:00</updated><title type='text'>O princípe do coração de vidro</title><content type='html'>Há algum tempo atrás num reino nem muito longe, nem muito perto, vivia um príncipe, nem muito alto, nem muito esperto.&lt;br /&gt;Vivia com os seus pais e irmã, os reis e a princesa, que eram felizes pois tinham belos narizes.&lt;br /&gt;Certo dia o príncipe apaixonou-se por uma bela donzela, não que nunca se tivesse apaixonado antes, mas desta vez a paixão foi tão forte e descabida, que não sendo amado de volta caiu à cama doente de doença desconhecida. Desconhecida, pois ninguém desconfiava que de paixão se tratava.&lt;br /&gt;Ao falar em confidência com o seu fiel escudeiro, confessou-lhe: Tenho o coração partido, o meu coração é de vidro. Sinto os estilhaços a perfurarem-me a alma, parece que morro, nem sei que fazer.&lt;br /&gt;O escudeiro aflito correu a falar com o rei e a rainha, explicou-lhes os detalhes com precisão.&lt;br /&gt;A rainha primeiro ficou danada, pois não queria acreditar que o seu belo filho fora rejeitado por alguém, para ela tal era inconcebível, o rei ficou pasmado, pois não conseguia acreditar  que o filho, por motivo tão fraco estivesse acamado.&lt;br /&gt;Chamaram então a princesa que ficou cheia de tristeza, e correu junto do irmão deu-lhe a mão e disse-lhe num sussurro:&lt;br /&gt;- Os corações não partem, não são de vidro! Deve ser outra coisa, de certeza.&lt;br /&gt;- O meu é de vidro sim, minha irmã, sinto os estilhaços a despedaçar-me a alma.&lt;br /&gt;- Então vamos falar com a velha que nos dirá que fazer.&lt;br /&gt;- Que velha é essa, minha irmã? Perguntou o príncipe cheio de esperança.&lt;br /&gt;- É a velha que vive ao fundo do jardim, pois para além de jardineira é sábia, ela nos dará solução.&lt;br /&gt;E lá foram os dois falar com a velha do jardim...&lt;br /&gt;- Meu jovem, se o teu coração é de vidro e se partiu, só tens duas soluções. Ou esperas que ele se cole sozinho, ou tens de o substituir por um de aço.&lt;br /&gt;- Ora aí está uma boa ideia, um coração de aço nunca se vai partir. &lt;br /&gt;- Só que existem vários problemas, disse a velha, primeiro não consegues arranjar um fabricante de corações neste reino, terás de procurar noutros lugares longínquos. E em segundo lugar, tens de te lembrar que os corações de aço não partem, mas enferrujam.&lt;br /&gt;- Isso não é um problema, antes ferrugem no coração, que estilhaços que mo despedaçam, e para não sentir esta dor, viajaria até á lua.&lt;br /&gt;Assim o príncipe, fez a trouxa e partiu, com o seu fiel escudeiro, em busca do fabricante de corações em aço.&lt;br /&gt;Seus pais, ficaram muito tristes, e choraram uma tarde inteira, depois mandaram açoitar, a donzela, e ficaram muito menos tristes. Sentaram-se nos tronos à espera que o filho voltasse.&lt;br /&gt;A princesa que não acreditava que os corações fossem de vidro, sentiu o seu partir-se juntamente com a partida do irmão.&lt;br /&gt;O príncipe e o seu fiel escudeiro viajaram noite e dia sem nunca afrouxarem o passo, pois tinham pressa de encontrar o tal fabricante. O primeiro reino que encontraram, era muito pequeno, o seu rei era uma homem enorme de quase dois metros, que tinha uma filha muito pequenina, mas apenas em tamanho. Era uma menina muito doce com um coração gigante, todo ele feito de mel.&lt;br /&gt;Ao conhecerem as intenções do príncipe tentaram demovê-lo, disse-lhe a princesa:&lt;br /&gt;- Querido príncipe, não troques o teu coração, pois só os bons corações se partem, ou derretem como o meu, que é de mel. Mas apesar disso recompôem-se, e ficam mais fortes,pergunta ao meu pai que já partiu o coração várias vezes.&lt;br /&gt;- Assim é meu caro, o meu coração é de cristal, e já o parti tantas vezes que até já perdi a conta. Mas cada vez que se cola fica mais forte e cresce, por isso é que sou tão grande, é para albergar o meu coração cada vez maior.&lt;br /&gt;- Até pode ser, mas não quero sentir os estilhaços a rasgarem-me a alma, doi demasiado, quero um coração de aço!&lt;br /&gt;O rei e a princesa, ao fim de uns dias a tentar convencê-lo acabaram por desistir, e enviaram-no ao fabricante de corações.&lt;br /&gt;- Sr. fabricante, venho encomendar um coração de aço, para substituir o meu de vidro quebrado.&lt;br /&gt;- Meu caro príncipe, não posso atender o vosso pedido, nunca fabriquei um coração que não fosse de cristal puro, e nunca vi aço neste reino. Por aqui não é coisa que exista.&lt;br /&gt;Desesperado, o príncipe, saiu daquele reino e continuou o seu caminho.&lt;br /&gt; No reino seguinte, achou a pessoas muito frias e tristes, o seu rei era gordo, e as princesas muito magras. Quando expôs  o seu problema, estes entreolharam-se, e sem sorrir ou chorar disseram-lhe a uma só voz:&lt;br /&gt;-Conhecemos bem o teu problema, passamos por isso mais do que uma vez, e ao invés de trocarmos para um coração de aço, mandámos arrancar todos o corações, no nosso reino, não temos corações. Como vês, nada mais simples. Nunca mais nos poderão partir o coração.&lt;br /&gt;- Bom, então, decerto não terão no vosso reino um fabricante de corações? Perguntou o príncipe.&lt;br /&gt;- É claro que não, foi-se embora , já que não tinha trabalho, mas temos um excelente arrancador de corações, se quiseres estará ao teu serviço, responderam de novo a uma só voz.&lt;br /&gt;Infeliz, o príncipe partiu de novo...&lt;br /&gt;Já pensava que não iria encontrar nunca um fabricante de corações, quando encontrou um reino enorme, muito verde e muito azul. As pessoas sorriam muito, e eram muito bonitas, velhos e novos eram todos muito bonitos.&lt;br /&gt;Os reis desse reino não tinham filhos, mas eram muito sorridentes e pareciam muito felizes.&lt;br /&gt;- Caro príncipe, disseram-lhe ao ouvir o seu caso, nós temos um fabricante de corações muito bom, mas o coitado nunca trabalha, aqui ninguém troca de coração.&lt;br /&gt;- Como conseguem viver sem partir o coração?&lt;br /&gt;- Ah, quem te disse que não partimos o coração? É claro que de vez enquando os nossos corações também partem, mas não ligamos muito porque sabemos, que tal como se partem, também se emendam.&lt;br /&gt;- Eu não consigo viver com esta dor, os estilhaços do meu coração rasgam-me a alma.&lt;br /&gt;- Bom se é assim vai ter com o nosso fabricante, pelo menos ele vai ficar feliz.&lt;br /&gt;E o príncipe lá foi...&lt;br /&gt;- Caro fabricante de corações, eu quero um coração de aço, tão forte que nunca se parta.&lt;br /&gt;- Tendes a certeza? Disse o fabricante com um sorriso tão grande, que competia com o próprio sol.&lt;br /&gt;- Tenho sim, já não consigo viver com este rasgão na alma.&lt;br /&gt;- Então esperai cinco dias, e terei o vosso coração pronto.&lt;br /&gt;Durante os cinco dias o príncipe e o seu escudeiro, viveram naquele reino, que lhes parecia tão estranho, onde todos eram felizes, mesmo quando choravam. Não conseguia perceber como conseguiam viver assim. Mas viviam, explicaram-lhe que gostavam de partir o coração, gostavam de sentir aquela dor de vez enquando, sentiam-se mais vivos. Mesmo assim, o príncipe não quis saber, e ao fim dos cinco dias foi buscar o seu coração novo.&lt;br /&gt;O fabricante de corações que era a única pessoa maldosa e infeliz naquele reino, não lhe disse ao trocar-lhe o coração que este já estava emendado, colado, completamente refeito.&lt;br /&gt;E o príncipe que sentiu um peso sair-lhe de cima sentiu-se feliz uma última vez.&lt;br /&gt;E foi-se embora para casa.&lt;br /&gt;O tempo passou e o coração de aço parecia funcionar ás mil maravilhas, não se partiu e o príncipe que apesar de não muito esperto era bom rapaz, herdou o trono e casou-se, quando nasceu o primeiro filho...&lt;br /&gt;A sua mulher estava tão feliz que nem conseguia quase falar e quando o tentava fazer só conseguia dizer: - Ah, que lindo que é!!!&lt;br /&gt;O Rei ( nessa altura já não era príncipe), não sentia nada, quando olhava para o filho e para a mulher, achava tudo muito chato, muito banal, e ficou um pouco surpreso com o facto de nada sentir. Resolveu mandar chamar a sua irmã, para ver se conseguia perceber o que se passava.&lt;br /&gt;- Querida irmã, não sei o que se passa, olho para tudo sem interesse, nem o meu filho me interessa, e ainda ontem a minha mulher me disse, que lhe parti o coração.&lt;br /&gt;- Ah meu irmão, sei bem o que te aflige, sei o porquê , só não sei a solução. O melhor a fazer é ir falar de novo com a velha do jardim.&lt;br /&gt;E lá foram os dois ao fundo do Jardim falar com a velha. Quando lá chegaram...&lt;br /&gt;Estava uma pequena mensagem pendurada na porta da sua casa.&lt;br /&gt;..." A quem me procurar, por certo não me vão encontrar. Morri, estou plantada no cerrado. Cansei-me de viver no reino do coração enferrujado"...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4235620305508251468-335706876468465498?l=vidanopenico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidanopenico.blogspot.com/feeds/335706876468465498/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4235620305508251468&amp;postID=335706876468465498' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/335706876468465498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/335706876468465498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidanopenico.blogspot.com/2012/01/o-principe-do-coracao-de-vidro.html' title='O princípe do coração de vidro'/><author><name>duma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00643174871552023876</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/SbfWU2ikE9I/AAAAAAAAALE/N7A1bCuIOh4/S220/SP_A0010.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4235620305508251468.post-1388930147726762395</id><published>2011-12-02T04:34:00.000-08:00</published><updated>2011-12-02T06:05:06.557-08:00</updated><title type='text'>Viva Regina !</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Nem sempre tenho algo a dizer, mas hoje... Hoje sim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É sempre bom quando isso acontece por bons motivos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amiga, não tiveste medo, finalmente abriste a porta à sorte e deixaste entrar a &lt;strong&gt;Vida&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim,  finalmente aceitaste que a tua&lt;strong&gt; bitola&lt;/strong&gt; é outra, é bom abrir os olhos não é?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A vida pode ser o que sempre quisestes, às vezes sofrer é apenas um prelúdio da grande sinfonia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E um mau prelúdio não significa nada mais que isso mesmo. Por vezes necessitamos de umas boas bofetadas para conseguir respirar, abrir bem as narinas e os pulmões, inspirar e expirar. Parece tão fácil, mas nem por isso. Esta Arte de Viver é  mais instintiva que outra coisa, e os instintos nem sempre estão afinados, muito ao contrário estão é empenados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fico feliz de te ver feliz, gosto de te ver sorrir de novo. Quando sorris ficas mais bonita do que o costume. Acordaste a&lt;strong&gt; Rainha&lt;/strong&gt;. É bom ver-te reinar...&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4235620305508251468-1388930147726762395?l=vidanopenico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidanopenico.blogspot.com/feeds/1388930147726762395/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4235620305508251468&amp;postID=1388930147726762395' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/1388930147726762395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/1388930147726762395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidanopenico.blogspot.com/2011/12/viva-regina.html' title='Viva Regina !'/><author><name>duma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00643174871552023876</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/SbfWU2ikE9I/AAAAAAAAALE/N7A1bCuIOh4/S220/SP_A0010.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4235620305508251468.post-6426607915646574195</id><published>2010-05-12T23:58:00.000-07:00</published><updated>2010-05-13T00:10:00.780-07:00</updated><title type='text'>Recomeçar, começar ou acabar??</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/S-ukgs1AMXI/AAAAAAAAAOk/bPatHcC4GqE/s1600/Picture2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470647054067839346" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/S-ukgs1AMXI/AAAAAAAAAOk/bPatHcC4GqE/s320/Picture2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Recomeçar, começar ou acabar?&lt;br /&gt;Começar de novo, do zerinho, ups, não é bem do zero mas do um e meio ou mesmo do dois. Que caminho mais tortuoso...&lt;br /&gt;Não é fácil, mas é possível.&lt;br /&gt;Mas, pessoal vale a pena? Às vezes sim, outras nem por isso, então quando desistir?&lt;br /&gt;Ok, ponham os pratos na balança, façam as contas, que lado é que pende mais, o bom ou o mau? Até que estejam em equilíbrio vale sempre a pena tentar, só quando o lado negativo chega bem ao fundo é que é hora de dizer : Basta!&lt;br /&gt;Uma relação a dois ( ou três, ou mais) tem que ser encarada como uma sociedade comercial. Em primeiro lugar é um investimento de tempo e de empenho, não nos podemos esquecer de investimentos regulares, ou arriscamos uma falência (técnica ou efectiva). Há que inovar, criar e arriscar, saber ouvir, falar, calar quando é necessário.&lt;br /&gt;E ter sempre em mente que se investimos e queremos lucros, não podemos dormir à sombra da bananeira, dá trabalho? Claro que sim, mas sem trabalho, qual é a graça?&lt;br /&gt;Então vamos lá, depois de analisar os prós e os contras:Recomeçar, começar ou acabar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4235620305508251468-6426607915646574195?l=vidanopenico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidanopenico.blogspot.com/feeds/6426607915646574195/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4235620305508251468&amp;postID=6426607915646574195' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/6426607915646574195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/6426607915646574195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidanopenico.blogspot.com/2010/05/recomecar-comecar-ou-acabar.html' title='Recomeçar, começar ou acabar??'/><author><name>duma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00643174871552023876</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/SbfWU2ikE9I/AAAAAAAAALE/N7A1bCuIOh4/S220/SP_A0010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/S-ukgs1AMXI/AAAAAAAAAOk/bPatHcC4GqE/s72-c/Picture2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4235620305508251468.post-262060292966526270</id><published>2010-05-12T12:48:00.002-07:00</published><updated>2010-05-12T12:50:04.587-07:00</updated><title type='text'>O nº 45</title><content type='html'>Se algum dia forem a Lisboa, virem na primeira à direita sigam sempre em frente até encontrarem um cruzamento, depois virem à esquerda, aí na quinta rua a contar do fim à esquerda existe uma casa amarela, o n.º 45, sabem qual é? Aposto que não, também para o caso pouco importa toquem para o 4° dto.&lt;br /&gt;Provavelmente ninguém irá atender. Perguntem à porteira talvez ela saiba! Talvez ela saiba o que aconteceu à Marília, ou talvez não.&lt;br /&gt;Mas não me perguntem a mim! Pois realmente não sei, e parece-me que ninguém sabe.&lt;br /&gt;Quem é ela? A Marília naturalmente, para ser franca, nunca o soube muito bem. Só a conheci faz agora um ano por estes dias, a caminho da casa de uma amiga que mora para os lados da baixa.&lt;br /&gt;Como não tenho carro nem tão pouco sei guiar, apanhei o autocarro. Para variar não tinha lugar, daí que fiquei de pé junto a janela. Perguntava a mim o que teria a minha amiga arranjado para o almoço, quando não sei porquê, alguma coisa me fez virar a cabeça para o outro lado. Dei de caras com uns olhos negros num corpo esguio, que me fitavam de um modo estranho. Tal facto deixou-me desconcertada e incomodou-me, pois não estou habituada, que raparigas me olhem tão insistentemente, que virei rapidamente a cabeça e comecei a olhar para os carros na rua ,e a tentar discretamente verificar se havia alguma coisa errada com o meu vestuário ou com a minha cara. Mas nada de errado que não fosse habitual.&lt;br /&gt;Como é natural não resisti à tentação de olhar mais uma vez; e lá estavam aqueles olhos a fixar-me sem sequer pestanejar, olhei em volta para ver se era com algum rapazelho mas não havia nenhum nas proximidades.&lt;br /&gt;Desisto, pensei cá comigo, o que valia para meu alívio, é que a minha paragem não era longe e resolvi sair mais cedo.&lt;br /&gt;Saltei para a rua e segui a pé. Segundo dizem a curiosidade matou o gato, a mim não me matou não sou propriamente um gato, mas apanhei um valente susto. Voltei a cabeça não sei se por instinto ou intencionalmente, e, lá vinha ela, senti-me aterrorizada, mais tarde quando contei à minha amiga ela apenas sorriu e fez troça. Pode ser que eu tenha um bocado de imaginação a mais, mas de qualquer modo não pude deixar de me sentir aterrorizada, vocês não estavam lá para ver, mas se estivessem tenho a certeza que sentiriam o mesmo. A rapariga tinha um ar parado, quase lunático.&lt;br /&gt;Apressei o passo, deu-me a sensação que ela também, só não desatei a correr porque tive medo do ridículo.&lt;br /&gt;Quando voltei a olhar por cima do ombro, não havia ninguém na rua. Fiquei confusa, mas ao mesmo tempo aliviada. A casa da minha amiga já ficava perto, corri então com todas as forças que tinha até lá. Quando entrei no pátio, deu-me a sensação que alguém se ria às gargalhadas.&lt;br /&gt;Afinal o almoço não foi nada do que eu imaginara, apenas peixe frito com arroz de tomate, mesmo assim devorei tudo sofregamente, a mim o medo dá-me fome.&lt;br /&gt;Eram para aí umas sete horas da tarde quando voltei a apanhar o autocarro para casa.&lt;br /&gt;Passaram-se uns bons dois meses antes que voltasse a fazer o mesmo percurso. Voltei a apanhar o mesmo autocarro mais ou menos à mesma hora, já não me lembrava de nada até que fixei o olhar numa cabeleira negra, que me pareceu reconhecer de algum lugar. Desta vez ia sentada ao lado de uma simpática velhota que tagarelou todo tempo. Eu de vez enquanto ia deitando o olho à cabeleira negra que ia á minha frente.&lt;br /&gt;As tantas ela volta-se para trás, e eis que o seu possuidor, um garoto, me olha espantado. Senti-me envergonhada e fingi dar atenção à velhota que continuava a falar.&lt;br /&gt;Passei o resto da tarde a pensar nos acontecimentos de há dois meses atrás e a tentar descobrir a razão da minha perturbação e do meu interesse.&lt;br /&gt;De repente fez-se luz, a tal rapariga lembrava-me Marília, uma colega da instrução primaria, tinha o mesmo olhar parado e a mesma cabeleira negra.&lt;br /&gt;Tive vontade de saber o que era feito dela, mas infelizmente, só pude fazer suposições, pois não tinha dados suficientes para fazer uma investigação caseira. Então desisti, de qualquer modo não acreditava que esse fosse apenas o motivo do meu interesse, nem da minha apreensão. De modo que no dia seguinte apanhei o mesmo autocarro, resolvida a sair na mesma paragem.&lt;br /&gt;Seguia novamente o mesmo caminho e resolvi olhar para trás, lá estava ela, o mesmo olhar, tudo na mesma, só que desta vez ela sorriu-me. Fiquei estupefacta.&lt;br /&gt;Resolvi urdir uma espécie de plano. Parei em frente a uma montra e fingi-me interessada, ela passou-me à frente e virou na primeira à direita. Segui-a durante bastante tempo, até que parou em frente de uma casa amarela o n.º 45, como pude verificar depois, curiosa corri até lá e pude ver através da porta de vidro que o elevador tinha parado no quarto andar.&lt;br /&gt;Não perdi tempo e toquei para a porteira. Ninguém me atendeu. Esperei um pouco pois estava decidida a saber onde e quem morava ali.&lt;br /&gt;A sorte sorriu-me pois o elevador desceu do 4.º andar e dele saiu uma velhota. Dirigi-me a ela decidida e perguntei.&lt;br /&gt;- Boa tarde minha Senhora! Por acaso não me sabe dizer se o Sr. Torres mora no 4° andar pois não estou bem certa?&lt;br /&gt;- Não minha querida. no 4° só moro eu e o meu marido. e no 4°dto mora uma pequena, não estou lembrada do nome, o melhor é perguntar à porteira.&lt;br /&gt;- Obrigado! E desculpe a maçada!&lt;br /&gt;- Ora essa, não tem de quê!&lt;br /&gt;Tendo já a informação que desejava, fingi tocar novamente para a porteira sob o olhar da velhota. E encolhendo os ombros fui-me embora resolvida a passar por ali novamente.&lt;br /&gt;Passaram-se seis meses antes que pudesse lá voltar, à procura daquela a quem mentalmente eu chamava de Marília.&lt;br /&gt;Voltei a entrar no mesmo autocarro à mesma hora, certa de que a voltaria a encontrar. E, sim lá estava ela, fitando-me novamente com a mesma intensidade. Desta vez não desviei os olhos, pareceu surpreendida e ao mesmo tempo satisfeita. Saiu na paragem de sempre, não a imitei.&lt;br /&gt;Fiquei sentada onde estava, imaginando se não estaria a ficar louca!&lt;br /&gt;Agora dera em seguir rapariguinhas, só porque me olhavam fixamente. Não, decididamente não estava boa da cabeça, voltei para casa, resolvida a deixar-me de parvoíces e a não pensar mais no caso.&lt;br /&gt;Assim foi, durante quatro meses, tive mais em pensar, que na tal Marília.&lt;br /&gt;Até que um dia, a mesma amiga voltou a convidar-me para o almoço, e mais uma vez subi para o tal autocarro. E mais uma vez fui impelida a sair na tal paragem.&lt;br /&gt;Virei na primeira à direita e continuei até dar com a casa amarela, toquei para o 4° dto, ninguém respondeu, toquei para o 4° esq, ninguém respondeu. Toquei então para a porteira.&lt;br /&gt;- Boa tarde menina ,ora diga lá!&lt;br /&gt;- Boa tarde, desculpe incomodá-la , mas ninguém me atende no 4° dto, pensei que a Sra. me pudesse indicar se estariam para fora ?&lt;br /&gt;- Oh! Minha menina! É natural que ninguém atenda, pois se não mora lá ninguém faz mais de vinte anos.&lt;br /&gt;- Hã!!! E no 4°esq.?&lt;br /&gt;- No Esq. sim, mora um Sr. idoso, mas é completamente surdo.&lt;br /&gt;- E a esposa do Sr? Encontrei-a há meses!&lt;br /&gt;- Oh! Sim, conte-me dessas! Isso é impossível, a Sra. morreu há mais de dez anos.&lt;br /&gt;- O quê? Como? Desculpe, devo estar enganada no n.º. Muito obrigado.&lt;br /&gt;- De nada!&lt;br /&gt;Não esperei mais um segundo desatei a correr feita louca até minha casa.&lt;br /&gt;Até hoje não voltei a apanhar aquele autocarro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4235620305508251468-262060292966526270?l=vidanopenico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidanopenico.blogspot.com/feeds/262060292966526270/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4235620305508251468&amp;postID=262060292966526270' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/262060292966526270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/262060292966526270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidanopenico.blogspot.com/2010/05/o-n-45.html' title='O nº 45'/><author><name>duma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00643174871552023876</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/SbfWU2ikE9I/AAAAAAAAALE/N7A1bCuIOh4/S220/SP_A0010.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4235620305508251468.post-7758642937769738213</id><published>2010-05-12T12:48:00.001-07:00</published><updated>2012-01-31T10:28:23.995-08:00</updated><title type='text'>O Pescador</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-UmLv-BNDfoo/Tygyre4_fMI/AAAAAAAAAQM/q_6kRJ1kkc4/s1600/SP_A0031.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 320px; height: 240px; float: left; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703864650672602306" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-UmLv-BNDfoo/Tygyre4_fMI/AAAAAAAAAQM/q_6kRJ1kkc4/s320/SP_A0031.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/R3Tw0JHnU9I/AAAAAAAAAGk/VVXxmZqPYqQ/s1600-h/Digitalizar0064.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Pescador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez um Homem, um barco, e uma casa à beira mar. O Homem era pescador e andava de barco naturalmente, (as vezes as explicações são necessárias) a casa, bem era uma casa simplesmente com portas, janelas, mesas e essas coisas.&lt;br /&gt;O Homem era um pescador, tinha uma cana, redes, arpão, velas, mastro e tudo o resto que lhe era necessário. Não usava sapatos nem meias, pois tornava-se muito incómodo andar sempre a calçar-se e a descalçar-se para entrar no mar.&lt;br /&gt;De manhã cedo saia no barco içava as velas e navegava, acho que o seu maior prazer era navegar, embora nunca mo tenha dito, pescar era apenas... Pescar só isso.&lt;br /&gt;Quando chegava ao largo lançava as redes e esperava. Sentava-se e olhava o mar e ali ficava horas e horas, por fim içava as redes e rumava a casa.&lt;br /&gt;Assim se passaram anos e anos, o estranho é que ele nunca pescava mais de que dois ou três peixes por dia, os outros, lançava-os de novo á água. De certeza que não era um ecologista, pois naquele tempo não eram precisos para nada.&lt;br /&gt;Todos os outros homens que viviam por perto eram também pescadores, todos eles tinham barcos, casas, e redes de pesca, todos eles pescavam muitos peixes que vendiam no mercado. Todos pertenciam à associação de pescadores e todos faziam comentários sobre o estranho comportamento do homem pescador. Um dia um jovem pescador mais ousado interrogou o pescador:&lt;br /&gt;- Olha lá companheiro, porque não te associas a nós? Assim talvez conseguisses pescar mais quantidade de peixe e ganhavas concerteza mais dinheiro.&lt;br /&gt;- Para quê? Respondeu, só tenho uma boca, não tenho mulher nem filhos para sustentar.&lt;br /&gt;- Não tens ambição é o que é, disse abanando a cabeça, é estranho todos nós lutamos para conseguir mais algum dinheiro, para podermos comprar mais barcos, mais comida e quem sabe até sairmos do mar, irmos, sei lá, mais longe.&lt;br /&gt;- Eu não quero ir mais longe e amo o mar, não preciso de mais barcos, só tenho duas mãos e não posso manejar mais do que um.&lt;br /&gt;- Parece-me que és bastante estúpido, porias então outros a trabalhar por ti. Achas-te muito diferente, na volta crês-te algum Cristo, mas para mim não passas de um burro chapado.&lt;br /&gt;- Seja, talvez não passe disso mesmo. E virando as costas ao jovem pescador, dirigiu-se a casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mundo prospera e cresce para alguns, o progresso fez surgir máquinas comboios e toda a sorte de utensílios eléctricos que aos poucos dispensaram o trabalho do homem.&lt;br /&gt;As mulheres vestidas de igual e de passo apressado entram nas fábricas de têxteis, de conservas, correm de lá para cá e de cá para lá, selam, cortam, cosem, colam, sem parar as máquinas assobiam, sopram vapores, rodam e rolam, até que o apito soa, tudo para então.&lt;br /&gt;Os homens de negócios com os seus fatos escuros engomados, discutem assuntos secretos nos cafés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os políticos nas suas cadeiras articuladas fazem leis, apresentam moções para serem recusadas por outros políticos idênticos, depois tudo recomeça e tiram as vírgulas para fazer mais sentido e voltam a  apresentá-las, às vezes é tudo uma questão de vírgulas.&lt;br /&gt;E ao invés da vida correr, os homens correm para a vida.&lt;br /&gt;O pescador, esse continuou pescando, deitando a rede ao mar e arrastando azul para terra.&lt;br /&gt;A vila cresceu, cresceu, no lugar das vinhas cresciam estaleiros, no dos pomares fábricas de enlatados.&lt;br /&gt;As raparigas começaram a correr para as fábricas e apressadas aí cresciam.&lt;br /&gt;Os rapazes corriam para as oficinas e apressados cresciam também.&lt;br /&gt;Como tudo o que começa crescer ocupa um espaço cada vez maior, o campo que existia em volta da casa do pescador, que continuava pescando e olhando o mar, diminuía, ele nem sequer pensava que o seu espaço diminuía, nem se apercebia que o mar já quase não tinha peixe.&lt;br /&gt;Os anos passaram e um dia já não existiam árvores nem pássaros, só a cabana do pescador continuava de pé. E de pé continuava o pescador. As crianças deixaram de brincar no cais e na praia, para ficarem confinadas ao que se apelidava de jardins-de-infância, os quais de jardins nada tinham excepto talvez a relva.&lt;br /&gt;Os crescidos homens de negócios e donas de casa ilustres, exibiam sorrisos orgulhosos e falavam da "nossa cidade ", mandavam os filhos para escolas chiques na capital e pavoneavam-se de carruagem pelas ruas. O passado ficara enterrado e ninguém falava de redes ou de peixe, este agora vinha de outras povoações, e o mar era apenas um lago onde se ia passear de barco.&lt;br /&gt;O Mundo crescera era agora civilizado, os homens já não tinham tempo para contemplar o mar.&lt;br /&gt;O pescador, esse saciado de peixe e de mar vivia na velha cabana, que era apontada com vergonha pelos cidadãos. Já não saía para o mar todos os dias e iria chegar o dia em que não poderia sair mais. Os anos haviam passado deixando marcas no seu cabelo e no seu rosto, tornando o seu andar pesado, agora passava quase todo o tempo remendando redes e a contemplar o mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criança chegou-se devagarinho e olhou-o de olhos arregalados.&lt;br /&gt;- Quem és tu? Perguntou. - O que estás afazer?&lt;br /&gt;- Sou pescador e estou a remendar as redes.&lt;br /&gt;- Ah! Exclamou e apontando a casa voltou a perguntar: - Esta é a tua casa?&lt;br /&gt;-É.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ficaram calados absorvidos um e outro na rede. Ao fim de algum tempo a criança voltou a perguntar:&lt;br /&gt;- És um pescador de peixe?&lt;br /&gt;O pescador respondeu por sua vez.&lt;br /&gt;- Às vezes pesco peixes, outras vezes algas e ainda por vezes estrelas. Às vezes não pesco nada.&lt;br /&gt;- Trazes as estrelas contigo? As estrelas são mais interessantes que os peixes.&lt;br /&gt;- Não as estrelas são precisas para iluminar o mar.&lt;br /&gt;- É verdade, o mar não tem candeeiros coitado, O mar é mau? Dizem que o mar é mau, engole as pessoas, dizem que se põe furioso e bate nos barcos, dá-lhes tamanha cacetada que os faz virar ao contrário e afunda-os. Gostava de o ver assim furioso, disse a criança rindo ás gargalhadas.&lt;br /&gt;O pescador olhou a criança e sorriu.&lt;br /&gt;- Acho que sim é um belo espectáculo, só que não acho que o mar seja mau apenas temperamental, nesses dias é melhor ficar em casa a assistir á sua fúria sem participar nela, nesses dias muda de cor fica acinzentado e cresce, levanta-se e ruge assustadoramente.&lt;br /&gt;- Ah! Tal e qual o meu pai quando as contas não lhe saem bem ou eu faço alguma coisa que ele não gosta, só que não me parece que seja um belo espectáculo, não fica nada bonito e sou eu e não os barcos que apanham uns tabefes.&lt;br /&gt;- Realmente os homens e o mar têm muito em comum riquezas enormes que nem todos se dão ao trabalho de procurar.&lt;br /&gt;- Mas o quê? Não acredito que as pessoas tenham barcos com tesouros afundados, nem todas essas coisas que sei existirem no mar.&lt;br /&gt;- Não, os homens não tem barcos dentro deles, mas afinal são eles que os constroem e são eles que fabricam os tesouros.&lt;br /&gt;Não, o que eu queria dizer é que os homens são tão grandes como o mar, capazes de conter tantas coisas como ele, calmos e profundos, terríveis e medonhos quando furiosos. Mas os homens não aprendem a lição do mar. Comer para viver e não viver para comer.&lt;br /&gt;Tu gostas de correr? Perguntou o pescador á criança.&lt;br /&gt;- Às vezes quando tenho pressa ou quando me apetece.&lt;br /&gt;- Pressa de quê?&lt;br /&gt;- Pressa, ora pressa de brincar, ou pressa porque tenho pressa.&lt;br /&gt;- Ah! Pois é, às vezes temos pressa só de pensar que as coisas ou as pessoas possam fugir, e acabamos por perder tantas outras que estão ali mesmo á mão, mas como temos pressa nem as vemos. Sabes, eu nunca tive pressa!&lt;br /&gt;- Ah! Não! Mas porquê?&lt;br /&gt;- Porque eu sempre tive tempo, e se eu tivesse pressa nunca teria tempo para nada.&lt;br /&gt;- Isso também é verdade se eu quiser, tenho sempre tempo para tudo, para comer, para brincar e até para ter pressa.&lt;br /&gt;- Nunca tenhas pressa, os minutos são sempre minutos, nunca chegam a ser horas, tudo tem o lugar e o tempo certo de aparecer, se tiveres pressa arriscas-te a deitar tudo a perder, tempo e oportunidade. Tudo há-de chegar a seu tempo, não saltes por cima das coisas não vale a pena. Os pintos serão frangos, os homens chegarão a velhos mas tudo a seu tempo, de que serve ser-se velho antes de tempo, de que te serve guardar o que se perde, de que te serve comer se não tens fome, de que te serve morrer se já estás morto.&lt;br /&gt;Não nunca tenhas pressa, a pressa é inimiga do tempo.&lt;br /&gt;A criança olhou o pescador com um ar muito sério e disse solenemente:&lt;br /&gt;- Juro que nunca vou ter pressa! Mas agora tenho de ir senão chego atrasado ao jantar.&lt;br /&gt;E largou a correr estrada acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pescador lançou os olhos ao mar, e este que roçava suavemente a areia tingiu-se de sangue e ouro, era o sol que se punha lentamente cobrindo o mar de cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou, como passa sempre e a cidade continuou a crescer apressada, a criança fez-se rapaz e depois homem , o pescador fez-se mais velho ainda e morreu.&lt;br /&gt;Morreu e foi enterrado, com ele foi enterrada a sua cabana, acho que tinham vergonha e tal como todas as vergonhas da nossa consciência, foi esquecida, espremida e arrumada num canto qualquer da memória.&lt;br /&gt;Sempre que um homem esquece , fica sempre um restinho de fora para que o esquecimento não seja completo, tal aconteceu com o resto do pescador, no caso apenas um pedaço de rede que ficou de fora anos e anos.&lt;br /&gt;A criança que se fizera homem, tornara-se um poderoso homem de negócios. Um dia ao passear pelo cais com o seu filho pela mão, recordava a sua meninice.&lt;br /&gt;- Aqui, meu filho, brinquei muitas vezes, fiz contas na areia e joguei ao berlinde com os meus amiguinhos. Já nessa altura eu sabia que iria ser grande, comandava sempre os outros, aqui corri à frente de todos, e é por essa razão que hoje sou o que sou e tu és quem és, meu filho e meu herdeiro.&lt;br /&gt;A criança nem respondia às observações de seu orgulhoso pai, apenas o mirava de olhos esbugalhados sem perceber patavina das frases pomposas.&lt;br /&gt;A criança olhou o mar como se o tivesse visto pela primeira vez, apanhou o pedaço de rede do chão e pediu:&lt;br /&gt;- Pai fala-me do mar, ele é verde ou azul, pai o mar é mau? Dizem que o mar é mau, dizem que ás vezes se põe tão furioso que desata a bater nos barcos e que os vira do avesso.&lt;br /&gt;O homem pestanejou, olhou o mar, olhou a rede e sem saber porquê a palavra pressa veio a sua boca. Desatou a rir.&lt;br /&gt;- Não filho, o mar não é mau é apenas temperamental.&lt;br /&gt;O filho olhou surpreendido e esperou. O homem sentou-se então no chão e tocou devagarinho a rede como se a acariciasse.&lt;br /&gt;- Que estranho, foi há tanto tempo.&lt;br /&gt;- O quê pai? O que é que é estranho?&lt;br /&gt;- A rede, o mar, a pressa, o mar é temperamental lembra-me qualquer coisa.&lt;br /&gt;- Diz pai, o que te lembra?&lt;br /&gt;- O pescador de peixe.&lt;br /&gt;- Há pescadores de peixe?&lt;br /&gt;- Há pescadores de peixe, de estrelas, de algas, as estrelas iluminam o mar.&lt;br /&gt;-Então o mar não tem candeeiros?&lt;br /&gt;- Não o mar não tem candeeiros, olhando em volta disse, falta a cabana, ah! é verdade deitaram-na abaixo.&lt;br /&gt;- Porquê? Que cabana?&lt;br /&gt;- A do pescador de peixe, que me falou da pressa.&lt;br /&gt;- Ah! Exclamou com ar de quem não entendeu nada.&lt;br /&gt;- Por falar em pressa temos que nos despachar que a tua mãe está à nossa espera para o almoço. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4235620305508251468-7758642937769738213?l=vidanopenico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidanopenico.blogspot.com/feeds/7758642937769738213/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4235620305508251468&amp;postID=7758642937769738213' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/7758642937769738213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/7758642937769738213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidanopenico.blogspot.com/2010/05/o-pescador.html' title='O Pescador'/><author><name>duma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00643174871552023876</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/SbfWU2ikE9I/AAAAAAAAALE/N7A1bCuIOh4/S220/SP_A0010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-UmLv-BNDfoo/Tygyre4_fMI/AAAAAAAAAQM/q_6kRJ1kkc4/s72-c/SP_A0031.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4235620305508251468.post-5311244058808632818</id><published>2010-05-12T12:47:00.000-07:00</published><updated>2010-05-12T12:48:05.546-07:00</updated><title type='text'>Saudade</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/R3Ty9ZHnU-I/AAAAAAAAAGs/zqe35CjX_vA/s1600-h/Digitalizar0008.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149007410520085474" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/R3Ty9ZHnU-I/AAAAAAAAAGs/zqe35CjX_vA/s320/Digitalizar0008.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Saudade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com três sílabas apenas se escreve a palavra saudade. Sau-da-de, aparentemente a palavra que nos define como povo, aquela que só existe no vocabulário português. E no dicionário diz: lembrança triste e suave de um bem passado, nostalgia. (isto entre outras definições, evidentemente).&lt;br /&gt;Ora bem, significa isto que somos um povo triste, que vive nostálgico e suavemente a pensar num bem passado?&lt;br /&gt;É verdade que somos um povo triste, nostálgico, de facto.&lt;br /&gt;Porquê, ultrapassa-me completamente. Saudade, saudade de quê? De-feitos passados, defeitos sim, temos muitos, feitos que passaram? Oh amigos, passaram! O que lá vai, lá vai. Sempre pensei que apesar de também ter três sílabas, saudade não rimasse com inércia, mas pelos vistos rima.&lt;br /&gt;Nunca vi um povo como nós, assim tão parado, tão sentado, á espera que algo de bom nos invada e que transforme as nossas vidas, como a pobre da cinderela.&lt;br /&gt;Entregamo-nos ingenuamente ás fadas madrinhas á espera que elas nos levem ao baile do século. Ah! Sim! A roupa é nova, dançamos até á meia-noite, e depois, depois lá vêem os trapos, a esfregona e voltamos ao mesmo. Mas, claro fica-nos a saudade, daquele pouco tempo de glória em que fomos os reis do baile e todos encantámos com a fatiota cheia de brilho.&lt;br /&gt;Vivemos afastados dos séculos, não é de agora, qualquer historiador dirá que o espírito português sempre foi diferente, não sei se diferente ou apenas ausente. Talvez tenha sido apenas o tamanho que nos inibiu, nos impediu de fazer frente ao século vigente. Temos que pensar, que não é o traje que nos faz, deixar de lado as roupagens, que são apenas adereços e mergulhar de cabeça no trabalho, é uma vassoura o que temos nas mãos? Não faz mal, ao menos que fique bem limpo, sem saudade. Como diz o poeta Chico:.. a saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu…&lt;br /&gt;É melhor seguir em frente, sem nostalgia, agarrar o futuro, pensar que português não rima com tacanhez, mas sim com força, sensatez, paixão, brio.&lt;br /&gt;Quero dizer, sim, somos diferentes, não pelas caravelas de velas já desfeitas, mas pelo brilho do nosso olhar, um olhar português… &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4235620305508251468-5311244058808632818?l=vidanopenico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidanopenico.blogspot.com/feeds/5311244058808632818/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4235620305508251468&amp;postID=5311244058808632818' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/5311244058808632818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/5311244058808632818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidanopenico.blogspot.com/2010/05/saudade.html' title='Saudade'/><author><name>duma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00643174871552023876</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/SbfWU2ikE9I/AAAAAAAAALE/N7A1bCuIOh4/S220/SP_A0010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/R3Ty9ZHnU-I/AAAAAAAAAGs/zqe35CjX_vA/s72-c/Digitalizar0008.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4235620305508251468.post-8828032739015868347</id><published>2010-05-12T12:46:00.000-07:00</published><updated>2012-01-31T10:35:11.744-08:00</updated><title type='text'>Memórias</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/R3Tz7ZHnU_I/AAAAAAAAAG0/b9UtH1cCkl4/s1600-h/Digitalizar0015.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Memórias, histórias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto esperava à porta do supermercado pela boleia do meu marido, passaram por mim vários rostos, para mim sem nome, que me lembraram outros rostos, alguns com nome.&lt;br /&gt;Rostos, que não voltarei a ver senão talvez, nas viagens da minha memória ou nalguma fotografia amarelecida pelo tempo. Rostos que se confundem nas recordações. Parece-me que é o tio do pai, ou será que é aquele amigo do avô que andou com ele na tropa?&lt;br /&gt;Memórias, histórias, o que nos diz um rosto? Ás vezes tudo, outras vezes nada. Quando é que um rosto deixa de ser um para se tornar no? O que é que faz um rosto? Dois olhos, uma boca, um nariz? Uma expressão, um sorriso?&lt;br /&gt;Olá! Tudo bem? Não se lembra de mim? Estou assim tão diferente? Deve estar, penso muitas vezes, pois não me diz nada – desculpe não estou bem a ver. Ah! Sim desculpe lá, sabe, sou muito distraída, tenho dificuldade em reconhecer as pessoas fora do contexto, balbucio á laia de desculpa. Outras vezes sou eu própria a reconhecer rostos a quem sou eu que nada trago á memória. As vezes, pudera, não os conhecia mesmo, reconheço quando chego a casa, ligo a televisão e lá estão eles. Não admira que não me conhecessem de lado nenhum.&lt;br /&gt;Se pensar um pouco, acho que certos rostos são persistentes, não pelas feições mais ou menos agradáveis, mas simplesmente pelas memórias que nos despertam.&lt;br /&gt;Um gesto, um olhar, um cheiro e clique, eis que desperta algo que rapidamente assume forma de memória, de história. Lembras-te daquela vez que fulano fez…&lt;br /&gt;Naquele instante o tempo volta atrás e a história torna-se vívida, real. Saudade? Não precisamente, apenas trás um sorriso, uma lágrima e depois desaparece, sem deixar outro rasto senão um rosto tão ténue como um retrato carcomido.&lt;br /&gt;Se recordar é viver, significa que vivemos só para recordarmos? Recordamos só para viver? Ou nada disso. Vivemos, ás vezes recordamos. Mas como a memória é selectiva, e muitas vezes mentirosa, há que fazer uma triagem antes de aceitar as memórias, separar as histórias compridas e alindadas, efeitos que o tempo empresta á verdade.Hoje que tanto se fala em memórias falsas, implantadas por profissionais, e por medos ou desejos, será melhor recorrer aos meios que nos proporcionou o progresso tecnológico. O segredo é gravar em CD, com som, para que não se percam os rostos, as vozes (legendar não seria má ideia), só os cheiros não se podem guardar, nem as sensações. Em contrapartida olhar para trás, ter vivido, ter lá estado, ter conhecido, conseguir lembrar, como diria o meu marido: já não é chita!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4235620305508251468-8828032739015868347?l=vidanopenico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidanopenico.blogspot.com/feeds/8828032739015868347/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4235620305508251468&amp;postID=8828032739015868347' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/8828032739015868347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/8828032739015868347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidanopenico.blogspot.com/2010/05/memorias.html' title='Memórias'/><author><name>duma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00643174871552023876</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/SbfWU2ikE9I/AAAAAAAAALE/N7A1bCuIOh4/S220/SP_A0010.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4235620305508251468.post-1514873298248885824</id><published>2010-05-12T12:44:00.000-07:00</published><updated>2012-01-31T10:34:39.919-08:00</updated><title type='text'>A Crónica de um Divórcio</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/R30hgpHnVAI/AAAAAAAAAG8/LVClXJDET3Y/s1600-h/Digitalizar0050.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não seria muito difícil imaginar como tudo começou, pois foi da forma mais banal possível. Rapaz encontra rapariga, rapaz namora rapariga, casamento ao fim de 6 anos, filhos no final do 2.° ano e vivem infelizes até o divórcio entrar nas suas vidas como força libertadora.&lt;br /&gt;Até aqui nada de novo, tudo muito bem, corriqueiro, sem nada de extraordinário. Mas afinal, o que deveria ser o final desta história tão banal, não foi mais do que o começo.&lt;br /&gt;Não sei se paixão, se despeito, se ódio, ou até mesmo nada, o que é facto, é que na recta final, começou o disparate que se prolongou até ao final das suas vidas, e a história começa assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dia de Primavera, a Matilde e o José despediram-se à porta do tribunal. Acordado ficou, que a Matilde ficaria com os filhos (um rapaz o João e uma rapariga a Joana), as visitas do Pai seriam quinzenais, pensão de alimentos para as crianças, a casa divida a meio, enfim o trivial.&lt;br /&gt;- Bom Zé até, daqui a quinze dias quando fores buscar os miúdos...&lt;br /&gt;Despediu-se a Matilde.&lt;br /&gt;- Olha, se não for eu, vai a minha mãe... A Matilde nem o deixou terminar, pois "sogra" no seu pensamento era um palavrão.&lt;br /&gt;- A tua Mãe, berrou ela, era o que mais faltava, ou vens tu ou ninguém leva os miúdos. A Matilde quase espumava, ao dirigir-se ao Ex. Só que o José não costumava mandar recados, e gritou-lhe também de seguida.&lt;br /&gt;- É o meu fim de semana, levo-os quando eu quiser, e vai buscá-los quem eu quiser, como eu quiser! !&lt;br /&gt;- Veremos, atalhou Matilde, veremos quem quer o quê! Com estas palavras terminou a troca de impressões à porta do tribunal, escusado seria dizer que os dois se retiraram com um ar tresloucado, espumando pela boca.&lt;br /&gt;Talvez a discussão sem sentido servisse apenas para apaziguar tudo o que ficara entalado nas suas respectivas gargantas na sala do tribunal, talvez fosse apenas a vingança de Matilde em resposta à forma displicente como fora informada do pedido de divórcio. - Olha filha, estou farto disto, quero o divórcio, assina estes papeis - assim vindo do nada, dizia ela, - vindo do nada ,não! Dizia ele, pois há mais de três anos que vivíamos separados, nem sequer conversávamos, quanto mais o resto - como é que se pode falar com um homem que nem sequer olha para nós, como é que sem conversa pode haver seja o que for, a culpa é dele - a culpa é toda dela.&lt;br /&gt;E pronto cá está a desculpa, a culpa era dele, não, não era dela, enfim uma série incrível de baboseiras sem nunca acabar.&lt;br /&gt;Divórcio consumado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da primeira discussão pós divórcio, outras se seguiram, senão por isto, por aquilo. Mas todos os quinze dias (às vezes semanalmente) a discussão estalava, esta situação prolongou-se durante alguns anos. Os miúdos esses foram crescendo, coitados sem perceber patavina, envenenados pelos dichotes da mãe e do pai, mudando de escola cada vez que aos pais lhes aprouvia, pois estes faziam experiências à vez com a educação das crianças, ora esta escola é que é boa, ora esta é muito melhor, já viste instalações mais ranhosas, se a outra é mais cara paciência paga que com a educação não se brinca, etc., etc.&lt;br /&gt;Felizmente eles eram garotos, fortes, com boas bases incutidas pelos avós matemos, que se mantinham à margem de todo aquele disparate, tentando por sua vez compensar as inseguranças, e contradições, os avós paternos coitados, viam os netos de lés a lés, e tinham uma idade que já não lhes permitia passar por tudo aquilo sem risco de enfarte ou pior.&lt;br /&gt;Quando entraram na pré adolescência a coisa agravou-se, a rapariga 'defrontou-se com um novo casamento do pai, e quando se virou para a mãe pedindo apoio, deu com uma mãe arrasada pelo sentimento de frustração, e de raiva, pois só ela não tinha tempo sequer para pensar em tais coisas, quanto mais fazê-las, e ao invés de apoio, o que conseguiu obter foram duras recriminações, quanto ao seu aspecto, e comportamento, completamente baralhada a rapariga refugiou-se em casa dos avós e de lá se recusou a sair.&lt;br /&gt;O rapaz mais prático, arranjou forma de obter tudo o que queria da mãe, maldizendo o pai, e a nova esposa, e apoiando-a e alimentando o seu desespero e raiva.&lt;br /&gt;Nestes anos que passaram, ou melhor se arrastaram para a Matilde, o divórcio passou por variadíssimas fases, desde a frustração, libertação, raiva, medo, libertação, raiva de novo com o casamento do seu Ex. Se lhe perguntassem o porquê, creio que a Matilde não saberia responder, pois não lhe passava pela cabeça voltar outra vez para o ex. marido, mas só a ideia de o ver casado estando ela solteira, a enchia de raiva, e ódio.&lt;br /&gt;Para o José a coisa não foi muito diferente, os anos não o pouparam, ele envelheceu frustrado, sem nunca admitir que estava arrependido, frustrado, mas o orgulho venceu, como aliás vencera sempre, até que voltou a viver de novo quando conheceu a rapariga com quem veio a casar, muito mais nova do que ele, pouco mais velha era que a sua filha, mas onde, encontrou o que procurava, apoio, e compreensão como afirmava á boca cheia.&lt;br /&gt;Os Natais e aniversários tinham sido difíceis, os miúdos andavam a correr capelinhas, mas depois do casamento do José tomaram-se infernais, a Matilde e o José deixaram de se falar, e os filhos tomaram-se marcos de correio, depositários de um sem número de mensagens, sempre sem resposta, e quando se avizinhava alguma data importante, começava a ladainha, já decidiram com quem vão passar estas férias, ou, como é este Natal?, a festa é no Pai ou aqui, era uma autêntica tortura chinesa.&lt;br /&gt;Aquelas crianças mereciam epitáfio de "Santos", pois eram martirizadas com torturas e chantagens, - pois! Não querem saber de mim para nada, - e outras frases simpáticas e a propósito, que os respectivos se lembravam de lhes atirar.&lt;br /&gt;É mais do que justo, afirmar que os pequenos começaram a fartar-se de tudo aquilo e que assumiram uma atitude um pouco fastidiosa perante a vida, tomaram-se crianças cordatas, fáceis de lidar mas só à superfície, pois por dentro a revolta era imperadora.&lt;br /&gt;Aos dez onze anos é mais fácil de assumir, esta vida ambígua de andar para cá e para lá, de ouvir recriminações de um lado e do outro, sem que isso nos pareça terrível, antes pelo contrário, temos um certo "savoir faire" em relação à situação e aproveitamos ao máximo o facto de as recriminações não serem do tipo "um diz mata e o outro esfola", pensamos:&lt;br /&gt;Dois quartos, duas mães, dobro das coisas, duas festas, etc., etc..&lt;br /&gt;Aos quinze anos as coisas mudam, já não tem graça nenhuma não ter uma família igual às outras, se estamos completamente perdidos, porque as hormonas não perdoam ninguém, não ajuda nada olharmos para aqueles que nos deviam ajudar a superar a crise, e verificar-mos que eles ainda estão mais perdidos do que nós, concentrados nos seus problemas e nem sequer conseguem ver o que se passa à frente dos seus narizes.&lt;br /&gt;O João e a Joana com quinze e dezasseis anos respectivamente, acabaram por se divorciar dos pais, cada um de sua forma. A Joana que já em criança se tinha retirado estrategicamente para casa dos avós, tomou a sua acção definitiva. Era muito mais fácil viver com uma mulher que achava que tudo o que a neta fazia tinha um motivo, bom ou mau, e que já tinha chegado a um acordo com a vida há largos anos, do que com outra que achava que tudo o que a filha fazia era de propósito para a afrontar, tudo o que ela vestia era ridículo, não obstante a amasse com loucura.&lt;br /&gt;Loucura é a palavra-chave, neste caso, não, de forma alguma a Matilde enlouqueceu, loucura de uma situação mal resolvida, loucura da insegurança. Para a Joana a casa do pai estava fora de questão, madrastas nem pensar, já bastavam as cinderelas e as brancas de neve. Não que não gostasse da madrasta, pois era uma rapariga normal, que o único erro que tinha cometido foi gostar de um homem que já tinha filhos, mas era a "outra" e isso a Joana ainda não conseguia perdoar.&lt;br /&gt;O João, foi diferente, não tendo passado pelo mesmo processo da irmã, passou por outro igualmente difícil, o seu problema não era, nem mãe, nem madrasta mas sim o pai. o pai tinha sido sempre uma figura ausente, pois as visitas longe de terem sido quinzenais, foram quase todas passadas com os avós, e o pai não teve tempo para ser tomar na figura paternal ideal, o paizão ou até mesmo o paizinho, era apenas a "seca", o melga, que passava o tempo a dizer-lhe que ele tinha feito isto ou aquilo, que no tempo dele é que se estudava a sério, que os rapazes de hoje, não sabem o que é responsabilidade, que os filhos são uns ingratos, etc. e tal.&lt;br /&gt;A sua solução foi pedir aos avós, que lhe pagassem as propinas do colégio militar, pois lá a disciplina tinha um propósito, e que no exército teria oportunidade de fazer o que sempre quisera, fugir da família que lhe coubera em sorte. A mãe que de início tinha ficado muito chateada, quando soube que o pai desaprovava, deu todo o apoio ao filho, afinal era um investimento seguro, uma carreira militar.&lt;br /&gt;Os anos passaram, mas a discórdia entre o ex. casal nunca terminou completamente, a Matilde sem os dois filhos permanentemente em casa, encontrou consolo nos braços de um pintor e dedicou-se às coisas que sempre gostara, pintura, decoração e outras actividades afins, abriu uma galeria de arte, tornou-se conhecida e tentou voltar-se para a filha perdida, só que ainda era cedo.&lt;br /&gt;O José teve mais dois filhos do segundo casamento, nova discórdia, a Matilde ficou muito chocada, pois achava estes iriam desapropriar os seus filhos em relação a bens e carinho da parte do pai. O que é facto é que o José se sentiu eufórico e criou expectativas, infinitamente maiores em relação à segunda prole, achava ele que estas crianças nascidas de um casamento com mais amor, não o iriam decepcionar. E se as ocasionais visitas dos filhos eram dolorosas, passaram a ser muito mais, acrescidas de uma tensão enorme.&lt;br /&gt;O pai achava que os filhos mais velhos tinham obrigação de amar os irmãos, os filhos achavam que o pai, já tinha abusado em os ter obrigado a aceitar um segundo casamento, quanto mais irmãos que eles não queriam.&lt;br /&gt;Egoístas, pensava o pai, egoísta, pensavam os filhos.&lt;br /&gt;Achavam que o pai, já pouca atenção lhes dava, e que agora a situação não iria melhorar, mas antes agravar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é o divórcio estava consumado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este processo, durou e durou, nunca acabou. A Matilde agarrou-se às artes, continuou a viver com o pintor, mas não quis casar de novo, errar uma vez basta, não vou estragar tudo com um casamento sem sentido, assim está tudo muito bem.&lt;br /&gt;O José continuou com a vidinha que pensava ter acabado com o primeiro casamento, pois nem pensem que tudo era um mar de rosas. - Eu bem sabia que não devia ter casado com um homem divorciado, alguma coisa tinha que estar errada, a tua Ex. é que foi esperta, livrou-se a tempo.&lt;br /&gt;Etc. etc. etc. Não foi fácil, não acabou em divórcio, mas andou lá perto.&lt;br /&gt;O José culpava a primeira mulher, dizia que esta tinha dado cabo da sua vida, pois até lhe tinha negado com as suas discussões pós divórcio o sossego que ele merecia, influenciava a segunda mulher, o comportamento dos filhos.&lt;br /&gt;Parece-vos ridículo? Também a mim, mas para eles era uma situação real, amargurada, infernal. Pensais que convosco seria sempre diferente, será? Só quem passa por elas, é que sabe se é ridículo ou não.&lt;br /&gt;O João e a Joana casaram, tiveram filhos, fizerem dos pais avós, e a pouco e pouco reconciliaram-se com os progenitores. Os natais, e festas de aniversários dos netos continuaram a ser infernais &amp;shy;_ se ela for eu não vou, e vice-versa, mas eles já estavam habituados e não estranharam.&lt;br /&gt;Os netos, só conheceram esta forma de viver com os avós, e o normal era isto, nada mais, se os avós paternos eram diferentes, era só isso, eram diferentes. A normalidade é apenas o que se conhece, nada mais do que isso.&lt;br /&gt;Continuar a história seria apenas exaustivo, pois nada ou pouco mudou, a vida continuou como sempre, divórcio após divórcio, casamento após casamento, vida após vida, morte após morte. É uma história mais banal do que parece, dos divórcios que eu tenho conhecido até foi dos menos dolorosos, pois os insultos até não foram dos piores, não houve agressões físicas, ninguém foi internado, não houve suicídios.&lt;br /&gt;Parece impossível, não é? Mas não, há de tudo nos divórcios, de tudo mesmo. O absurdo é apenas normalidade, se é somente aquilo que se conhece.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4235620305508251468-1514873298248885824?l=vidanopenico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidanopenico.blogspot.com/feeds/1514873298248885824/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4235620305508251468&amp;postID=1514873298248885824' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/1514873298248885824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/1514873298248885824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidanopenico.blogspot.com/2010/05/cronica-de-um-divorcio.html' title='A Crónica de um Divórcio'/><author><name>duma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00643174871552023876</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/SbfWU2ikE9I/AAAAAAAAALE/N7A1bCuIOh4/S220/SP_A0010.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4235620305508251468.post-8939007018680762721</id><published>2010-05-12T12:42:00.000-07:00</published><updated>2010-05-12T12:44:48.223-07:00</updated><title type='text'>E depois do adeus...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/R9-PFF2ndoI/AAAAAAAAAHE/_sjEmZoKGbg/s1600-h/Digitalizar0054.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179015414132733570" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/R9-PFF2ndoI/AAAAAAAAAHE/_sjEmZoKGbg/s320/Digitalizar0054.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Depois de tudo acabar, como é que ficamos? Ás vezes com uma pensão miserável e com os filhos á tiracolo, outras vezes com tudo, outras ainda sem nada. E depois?&lt;br /&gt;Recomeçar …&lt;br /&gt;Não é fácil, sobretudo se a situação nos foi oferecida e não procurada. Se não nos sentimos responsáveis, se pensarmos que fizemos de tudo para que as coisas voltassem ao que pensamos ser a situação ideal. Venha lá o mais pintado dizer-nos: olha lá se não te querem, não queiras! Perdoas agora, mas há-de chegar o dia em que vais começar a desconfiar de tudo e de todos! É claro que não queremos saber de nada disso, a cegueira quando nasce, afecta-nos a todos da mesma maneira, ficamos cegos, mesmo cegos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora tudo acabou, presente, temos que seguir em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E olhem só, não é que a vida continuou, e vejam só sentimo-nos vivos, é pá somos solteiros outra vez! E não é que é bom!!!&lt;br /&gt;Volta tudo de novo, saídas á noite, de 15 em 15 dias estamos completamente livres para fazer o que nos der na real gana. Os nossos amigos casados, sentem alguma inveja dessa liberdade, que eles não têm, a nossa pode ser dorida, cruel, mas não deixa de ser uma liberdade conquistada. Á custa de quantas perdas, pois é, mas liberdade é liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então saboreando, lá vamos nós, agora a maturidade é outra pensamos, não sei o que quero, mas sei o que não quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez…&lt;br /&gt;Depois, depois ás vezes chega o amor, eu mereço, depois de tudo, eu mereço.&lt;br /&gt;Depois, depois ás vezes volta o medo, não quero passar por tudo outra vez, não quero sentir o que senti, como se o chão desaparecesse debaixo dos meus pés.&lt;br /&gt;A tentação é fugir, fugir da ansiedade, dos enganos, da confusão, do turbilhão.&lt;br /&gt;A tentação é fugir da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, fugir da Vida, do Amor. Na! A vida é isso mesmo, não vale a pena baixar a bitola do merecimento, não vale a pena comparar as situações, claro que a experiência passada, deve servir para nos manter com os pés no chão, mas!&lt;br /&gt;Mas, cuidado, não devemos julgar, para não ser julgados, aproveitar as oportunidades, conforme se apresentam, nem sempre, a sorte nos bate á porta, temos que abrir a porta e deixar entrar a sorte, e olhar para ela de frente e sem medo, merecemos sim, merecemos mesmo.&lt;br /&gt;É preciso deixar de lado a ideia de falhanço, mesmo que se tenha falhado, mesmo que se falhe outra vez.&lt;br /&gt;Não importa, depois do adeus, dizemos olá á Vida, nem que depois seja para dizer adeus outra vez!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4235620305508251468-8939007018680762721?l=vidanopenico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidanopenico.blogspot.com/feeds/8939007018680762721/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4235620305508251468&amp;postID=8939007018680762721' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/8939007018680762721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/8939007018680762721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidanopenico.blogspot.com/2010/05/e-depois-do-adeus.html' title='E depois do adeus...'/><author><name>duma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00643174871552023876</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/SbfWU2ikE9I/AAAAAAAAALE/N7A1bCuIOh4/S220/SP_A0010.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/R9-PFF2ndoI/AAAAAAAAAHE/_sjEmZoKGbg/s72-c/Digitalizar0054.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4235620305508251468.post-854715606188185721</id><published>2010-05-12T12:38:00.000-07:00</published><updated>2012-01-31T10:34:10.716-08:00</updated><title type='text'>apagar a luz</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/R9-Qql2ndpI/AAAAAAAAAHM/ArcD-eQqudM/s1600-h/DSC03466.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rita nascera para a vida, não fora sua escolha, tinha apenas acontecido. Sua mãe trabalhava na vida desde que se lembrava, e ela crescera nos quartos traseiros entre um cliente e outro. Não fora intenção de sua mãe que o destino de Rita fosse esse, mas o tempo passou e as coisas aconteceram. Não era boa estudante, não tinha nenhum ofício, e sem sequer haver uma transição, começou a atender clientes assim que sua mãe ficou demasiado doente para o fazer. Era preciso comer, vestir e pagar os medicamentos de sua mãe.O seu primeiro cliente foi gentil, mas a memória do seu rosto desapareceu com ele naquela noite, não teve grande importância nem peso no seu destino.A Rita tinha sonhos, como qualquer outra pessoa, sonhava ter uma casa com jardim uma penca de filhos, marido e não ter de trabalhar na rua, quem sabe um lugar de fruta na praça. Para tudo isso era necessário dinheiro, mas para ter dinheiro era necessário trabalhar, e o seu ofício era aquele. Quem quereria uma mulher como ela? Os clientes, esses não contavam, eram apenas como ela, homens com sonhos e pouco dinheiro, poucos eram maus, mas na sua maioria apenas passageiros na noite.Ela tinha o riso fácil e a resposta sempre na ponta da língua, era fácil gostar dela. O tempo foi passando e vida pouco mudou.Um dia o amor chegou, veio devagar, insinuando-se primeiro, gritando depois arrogante, presunçoso. As noites demoravam a chegar, depois passavam a correr, o gosto do amor era doce e amargo desesperado e cheio de esperança. Sentia-se cheia de vida, os olhos brilhavam cheios de amor e de lágrimas. O futuro, o passado e o presente fundiram-se, deixaram de existir, a noite era a única coisa persistente e omnipresente. O resto …Que me importa o resto, tenho hoje, tenho agora, quando o amanhã vier logo vejo, penso depois.A noite chegou uma vez e o amor não veio, depois outra e outra também… O medo… Partiu? Que mais pode ser? A notícia no jornal…O tempo parou e Rita parou com ele.O riso desapareceu, os sonhos ficaram espalhados no chão junto com a roupa suja e amarfanhada, apenas o recorte do jornal enchia o quarto, prepotente e terrível.A morte de sua mãe anos antes, só agora lhe parecia real, até ali só um eco da dor, um sussurro.O futuro tornou-se tinto como o vinho nos copos das tabernas que começou a entornar.A vida continuou a passar, dia após dia confundindo-se com a noite.Rita, filha que se passa? Perguntavam na rua. Encolhia os ombros e sem resposta seguia, passos pesados.Como posso falar, como posso explicar esta dor, este vazio. Tenho de continuar.E copo após copo, cliente após cliente continuou…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje olhei-me no espelho, e quem me olhou de volta não era eu, não reconheci aquela pessoa, que me mirava de olhos bem abertos e ar de espanto. Há tantos anos que habito este corpo e afinal nunca me tinha visto. Fiquei sentada no banco da casa de banho a olhar-me pela primeira vez. É uma sensação muito estranha, irreal, observar o nosso corpo pela primeira vez, tenho dois olhos, duas pernas, tudo o que me faz falta e no sítio certo, mas nem por isso reconhecíveis, nem por isso os senti como meus.Pensei, será que vou acordar e olhar para o verdadeiro eu, será que, oh meu Deus, quem é esta pessoa que está no meu lugar, para onde fui eu?Os minutos passaram, as horas também e eu fui obrigada a reconhecer que aquela era apenas eu, um eu que não reconhecia, mas definitivamente eu.Respirei fundo, levantei-me e comecei a chorar, senti-me completamente perdida, sem saber o que fazer e como fazê-lo. Decidi que necessitava de ajuda mas não sabia como pedi-la. É verdade, existem as páginas amarelas. Será que no A vem “ajuda”, ajuda a quem não se reconhece, ajuda para quem não sabe quem é?Será que só agora me é dado ver o meu verdadeiro rosto. Aonde estive eu neste tempo, aonde está o eu que já não vejo.Será que vivi ás escuras e só agora acendi a luz?Tantas perguntas, tão poucas respostas. Não sei como começar e muito menos como acabar, parece um pesadelo.A minha cabeça parece que vai explodir…Acho melhor apagar a luz…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4235620305508251468-854715606188185721?l=vidanopenico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidanopenico.blogspot.com/feeds/854715606188185721/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4235620305508251468&amp;postID=854715606188185721' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/854715606188185721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/854715606188185721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidanopenico.blogspot.com/2010/05/apagar-luz.html' title='apagar a luz'/><author><name>duma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00643174871552023876</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/SbfWU2ikE9I/AAAAAAAAALE/N7A1bCuIOh4/S220/SP_A0010.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4235620305508251468.post-2064279143559273242</id><published>2009-03-11T08:20:00.000-07:00</published><updated>2009-03-11T08:29:12.788-07:00</updated><title type='text'>Desinspiração</title><content type='html'>Há muito que não consigo escrever uma única linha, tenho estado ocupada a viver e para além disso a inspiração não tem aparecido, a grande malandra sumiu-se e levou com ela todas as palavras. Esta é apenas uma patética tentativa de a chamar de volta, apenas uma tentativa...&lt;br /&gt;Essa dita cuja tem-me falhado ao longo dos anos, mas enquanto há esperança há vida ou será ao contrário, já nem sei.&lt;br /&gt;Contento-me com o pouco que vai aparecendo, o que já é muito.&lt;br /&gt;Quem sabe ela volta nos próximos tempos, quem sabe as palavras voltam?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4235620305508251468-2064279143559273242?l=vidanopenico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidanopenico.blogspot.com/feeds/2064279143559273242/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4235620305508251468&amp;postID=2064279143559273242' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/2064279143559273242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/2064279143559273242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidanopenico.blogspot.com/2009/03/desinspiracao.html' title='Desinspiração'/><author><name>duma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00643174871552023876</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/SbfWU2ikE9I/AAAAAAAAALE/N7A1bCuIOh4/S220/SP_A0010.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4235620305508251468.post-2494170458390397872</id><published>2008-10-17T08:35:00.000-07:00</published><updated>2008-10-17T08:36:43.608-07:00</updated><title type='text'>Isto é para ti</title><content type='html'>Isto é para ti, que estás aí sentadinho à espera.&lt;br /&gt;Levanta-te, lava a cara, põe a roupa nova, ou mesmo a velha, desde que seja a mais bonita, e sai.&lt;br /&gt;Sai, e vem. Vem ver, que o dia amanheceu e tu não estavas aqui, perdeste o nascer do sol. Vem ver, que enquanto dormias acabaram de construir aquela ponte, as crianças já aprenderam a letra I e a F, e já sabem saltar à corda.&lt;br /&gt;Perdeste quase uma vida inteira, e para quê? Estiveste à espera, à espera que a vida acontecesse.&lt;br /&gt;Sabes uma coisa? Aconteceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4235620305508251468-2494170458390397872?l=vidanopenico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidanopenico.blogspot.com/feeds/2494170458390397872/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4235620305508251468&amp;postID=2494170458390397872' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/2494170458390397872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/2494170458390397872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidanopenico.blogspot.com/2008/10/isto-para-ti.html' title='Isto é para ti'/><author><name>duma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00643174871552023876</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/SbfWU2ikE9I/AAAAAAAAALE/N7A1bCuIOh4/S220/SP_A0010.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4235620305508251468.post-6408182690170928436</id><published>2008-10-17T08:34:00.000-07:00</published><updated>2008-10-17T08:35:49.380-07:00</updated><title type='text'>Incomparável</title><content type='html'>Todos nós somos seres únicos, incomparáveis...&lt;br /&gt;Acreditam nisso? Eu também.&lt;br /&gt;Então por que raio caímos nós na tentação de comparar?&lt;br /&gt;Começamos normalmente por compararmo-nos com outros que nada têm a ver connosco. Desde situações financeiras, fisicamente, etc. etc.&lt;br /&gt;Masoquismo? Talvez?&lt;br /&gt;Comparamos os nossos filhos, os maridos, os ex, os futuros, os passados, os presentes, isto e aquilo.&lt;br /&gt;Pura perda de tempo, como comparar o incomparável?&lt;br /&gt;Todos, todos nós somos únicos, todos somos diferentes, não importa os paralelismos, semelhanças, nem mais, nem menos, somos o que somos.&lt;br /&gt;Somos seres perfeitamente imperfeitos, somos perfeitamente incomparáveis.&lt;br /&gt;Comparativamente é claro....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4235620305508251468-6408182690170928436?l=vidanopenico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidanopenico.blogspot.com/feeds/6408182690170928436/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4235620305508251468&amp;postID=6408182690170928436' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/6408182690170928436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/6408182690170928436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidanopenico.blogspot.com/2008/10/incomparvel.html' title='Incomparável'/><author><name>duma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00643174871552023876</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/SbfWU2ikE9I/AAAAAAAAALE/N7A1bCuIOh4/S220/SP_A0010.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4235620305508251468.post-9153349712616687488</id><published>2008-06-24T02:16:00.000-07:00</published><updated>2008-06-24T02:22:01.950-07:00</updated><title type='text'>E por falar em saudade</title><content type='html'>E por falar em saudade, hoje a proposito de nada em particular, lembrei-me do meu querido professor Dragomir Knapic.&lt;br /&gt;E google… soube então que tinha partido há mais de dois anos, e que era conhecido como grande autor de manuais de geografia.&lt;br /&gt;Ela não foi propriamente meu professor de geografia, mas de geografia turística, que não era mais que história de Portugal dada geograficamente ao invés de cronologicamente.&lt;br /&gt;E que dizer deste professor maravilhoso, que mais do que ensinar com amor esta disciplina , ensinava a amar a vida e a respeita-la.&lt;br /&gt;Homem discreto, com um sentido de humor incrível. No meio da aula dava achegas:&lt;br /&gt;“ devem atirar um casaco que custou cem contos como se tivesse custado 500 escudos, e um de 500 escudos como se tivesse custado cem contos” “ meninas se o vosso namorado/marido de repente vos oferecer flores sem motivo aparente, desconfiem”.&lt;br /&gt;Como não adorar um professor assim, que transformava uma aula num deleite de humor e saber.&lt;br /&gt;O gosto que tenho pela história, devo-o a ele, pois ensinou-me que os nossos antepassados eram pessoas cheias de defeitos como nós, e completamente loucos, mas ao mesmo tempo capazes de gestos maravilhosos e grandiosos. A ele devo também a crença que tenho, que o futuro nos pertence, e que o passado é apenas passado. E que dormir á sombra dos louros é um grande desperdício de capacidades.&lt;br /&gt;Guardo religiosamente todos os apontamentos das suas aulas, ainda os consulto para dar explicações ao meu filho mais velho, são parte da herança do professor Knapic.&lt;br /&gt;A última vez que o vi foi em 1983, e é engraçado, como me lembro bem do seu rosto e do seu sorriso tímido.&lt;br /&gt;Só me resta agradecer, e esperar que todos os herdeiros do seu trabalho e esforço, façam uso da herança deste Professor (como gostava de ser chamado).&lt;br /&gt;Bem haja Professor Dragomir Knapic. Tenho saudades e optimas lembranças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4235620305508251468-9153349712616687488?l=vidanopenico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidanopenico.blogspot.com/feeds/9153349712616687488/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4235620305508251468&amp;postID=9153349712616687488' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/9153349712616687488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/9153349712616687488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidanopenico.blogspot.com/2008/06/e-por-falar-em-saudade.html' title='E por falar em saudade'/><author><name>duma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00643174871552023876</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/SbfWU2ikE9I/AAAAAAAAALE/N7A1bCuIOh4/S220/SP_A0010.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4235620305508251468.post-3824333158825166744</id><published>2008-06-23T07:50:00.000-07:00</published><updated>2008-06-23T07:51:08.451-07:00</updated><title type='text'>escolher</title><content type='html'>Aqui há já algum tempo, ouvi num programa uma frase que me deixou completamente á toa.&lt;br /&gt;“As mulheres têm a vida amorosa que querem ter”&lt;br /&gt;Aquilo deixou-me a pensar…&lt;br /&gt;Espera lá! A escolha é nossa??? A miserabilidade, o cansaço, a tristeza, o desespero, a monotonia etc. etc. etc. A escolha é nossa???&lt;br /&gt;Não posso acreditar, que escolhemos a desdita ao invés da felicidade suprema.&lt;br /&gt;Mas, os pensamentos são como as cerejas, quando começam parece que não param.&lt;br /&gt;Tentei analisar:&lt;br /&gt;Que raio de escolhas faremos para estar onde estamos (não se trata de estar miserável, mas apenas… enfim, uns dias melhor outros pior).&lt;br /&gt;Bem, sem dúvida que temos escolha.&lt;br /&gt;Vejamos:&lt;br /&gt;Podemos escolher entre um marido/ ou outro que chega a casa e se senta no sofá derreado ou preparar uma recepção que não permita que ele se chegue a sentar e que fique derreado depois.&lt;br /&gt;Podemos escolher entre um homem mal-humorado e antipático ou entre um bem-humorado e simpático.&lt;br /&gt;Podemos até escolher mudar de vez enquanto, o que é facto, é que a escolha é nossa.&lt;br /&gt;Estamos aonde estamos por querer e mais nada. Então o que é que nos impede de agarrar a nossa vida pelos cornos e mudar???&lt;br /&gt;Ah! Agora toquei na ferida, Não foi? Pois é, é o medo! Medo de escolher mal, de trocar a merda pela porcaria, medo de não merecer mais, medo da própria mudança.&lt;br /&gt;Não é preciso mudar de marido (ou outro) é preciso mudar de atitude.&lt;br /&gt;Eu quero, eu posso, eu sou. Atrevam-se, desafiem, percam o medo, quem ganha são vocês, mais ninguém.&lt;br /&gt;A escolha é nossa, e só para começar é bom saber isso.&lt;br /&gt;Então, escolham bem, escolham hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4235620305508251468-3824333158825166744?l=vidanopenico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidanopenico.blogspot.com/feeds/3824333158825166744/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4235620305508251468&amp;postID=3824333158825166744' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/3824333158825166744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/3824333158825166744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidanopenico.blogspot.com/2008/06/escolher.html' title='escolher'/><author><name>duma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00643174871552023876</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/SbfWU2ikE9I/AAAAAAAAALE/N7A1bCuIOh4/S220/SP_A0010.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4235620305508251468.post-5191626787231174251</id><published>2008-06-03T02:29:00.000-07:00</published><updated>2008-06-03T02:30:34.933-07:00</updated><title type='text'>bichos</title><content type='html'>A expressão, quanto mais conheço os homens mais gosto dos animais é muito dúbia.&lt;br /&gt;Sim, porque os homens/mulheres, minha gente, são animais, não no sentido pejorativo, mas no sentido lato. Somos todos animais. Racionais se quiserem, (tenho dúvidas) mas animais.&lt;br /&gt;Seremos assim tão beras???&lt;br /&gt;Não me refiro a casos extremos, tais como serial killers e afins, mas às pessoas ditas normais.&lt;br /&gt;…De génio e louco, todos nós temos um pouco… Nada mais verdadeiro, exceptuando os tais casos extremos, todos temos bom e mau. A maior parte das pessoas não chega a conhecer o seu lado horrível, pois nunca é colocada em situações extremas onde esse lado teria oportunidade de se revelar. Mas…&lt;br /&gt;Imaginem-se numa situação em são postas à prova todas as vossas crenças, ideais etc.&lt;br /&gt;Qual seria a reacção???&lt;br /&gt;Fria, calculista, madura? Hum…&lt;br /&gt;Se no dia a dia as nossas reacções, mesmo daqueles que se julgam conhecer muito bem, são imprevisíveis…&lt;br /&gt;Somos bichos e como tal os nossos instintos de preservação e sobrevivência estão sempre (ou deviam estar) alerta, daí que não nos podemos admirar se nos comparam com: cabras, cães etc. e tal. Embora eu tenha a certeza que os comportamentos que suscitam tais epitáfios, não são típicos dos tais bicharocos. Ou pelo menos acompanhados do palavreado habitual.&lt;br /&gt;Bichos sim, com muita honra, tentando melhorar se for possível, mas na selva em que vivemos, já é uma sorte se não formos o lanche de alguém…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4235620305508251468-5191626787231174251?l=vidanopenico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidanopenico.blogspot.com/feeds/5191626787231174251/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4235620305508251468&amp;postID=5191626787231174251' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/5191626787231174251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/5191626787231174251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidanopenico.blogspot.com/2008/06/bichos.html' title='bichos'/><author><name>duma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00643174871552023876</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/SbfWU2ikE9I/AAAAAAAAALE/N7A1bCuIOh4/S220/SP_A0010.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4235620305508251468.post-765097325633213492</id><published>2008-05-31T01:00:00.001-07:00</published><updated>2008-05-31T01:00:52.037-07:00</updated><title type='text'>O Sal</title><content type='html'>O amor e o mar.&lt;br /&gt;Têm marés, ora baixa ora alta, agitação, tempestades, calmia, um sem número de paralelismos.&lt;br /&gt;E o que fazer?&lt;br /&gt;Manobrar, evitar, enfrentar.&lt;br /&gt;Mas quando em período de calmia é necessário mais cuidado que nunca, pois as águas paradas estagnam e …&lt;br /&gt;E a água evapora e apenas fica o sal, num pequeno monte, isto apenas se tivermos esse cuidado, de preparar uma salina. De outra forma perde-se nas marés da vida.&lt;br /&gt;Um pequeno monte de sal não parece muito, de facto não parece nada. Mas, esse sal é tudo, é o sal da vida, sem ele a vida não acontece, pelo menos não é tão boa, é insonsa.&lt;br /&gt;È necessário reservar o sal, mesmo que o mar pareça ter sumido…&lt;br /&gt;È que amanhã pode chover, e lá voltam as marés…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4235620305508251468-765097325633213492?l=vidanopenico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidanopenico.blogspot.com/feeds/765097325633213492/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4235620305508251468&amp;postID=765097325633213492' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/765097325633213492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/765097325633213492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidanopenico.blogspot.com/2008/05/o-sal.html' title='O Sal'/><author><name>duma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00643174871552023876</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/SbfWU2ikE9I/AAAAAAAAALE/N7A1bCuIOh4/S220/SP_A0010.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4235620305508251468.post-2104414854213867683</id><published>2008-04-23T04:27:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T01:05:10.562-07:00</updated><title type='text'>tristeza não tem fim, felicidade sim</title><content type='html'>Este poema é lindo, não é? Mas não é verdade!&lt;br /&gt;Em primeiro lugar tudo tem fim, nada é eterno, só o tempo…&lt;br /&gt;E mesmo assim sei lá, quem me garante que o tempo é o mesmo da época dos dinossauros? Aposto que ainda não tinham pensado nisso!&lt;br /&gt;Pois é, a tristeza é como tudo, dura o tempo (cá está ele, o malandro) que nós quisermos.&lt;br /&gt;Pode durar uma vida, uma hora um segundo, mas termina, ai termina sim senhor.&lt;br /&gt;Como é que não deixamos que a tristeza tome conta do tempo que nos pertence? Sim o nosso tempo é nosso, é como um apartamento, loja ou seja lá o que for, convém pagar atempadamente e nunca fazer hipotecas senão, o que é nosso passa a ser emprestado.&lt;br /&gt;Primeiro analisemos a causa da tristeza:&lt;br /&gt;1-O safardana deixou-me trocou-me por outra(o), e eu nunca mais irei gostar de alguém assim!&lt;br /&gt;Ora bem, trocar e deixar é típico dos safardanas, é mais ou menos um modo de vida, fique triste oito dias aproximadamente, não pelo safardana a ter deixado, mas por se ter deixado enrolar, depois sinta alegria e não volte a deixar-se enrolar por safardana nenhum.&lt;br /&gt;2- Sinto-me deprimida, estou mais gorda, estou mais velha, nem me apetece sair da cama.&lt;br /&gt;Os médicos existem, depressão é uma doença, envelhecer faz parte, aparte disso depois de verificar que a sua saúde está bem muito obrigada, sente-se triste? Ok, chafurde bem na tristeza, rebole-se nela, queixe-se ao espelho, ás vizinhas, à família, ao raio que a parta. Faça tudo a que tem direito, 15 dias mais ou menos. No final, olhe-se ao espelho e pergunte-se se realmente não está cansada de tanta parvoeira, se o lamurio não começa a dar-lhe cabo dos ouvidos. Está farta, não está? Então olhe-se novamente ao espelho, mas com olhos de ver, viu a diferença? A velha gorda do outro lado foi-se embora, cansou-se, ficou a mulher lindíssima no lugar onde sempre esteve coberta pela tristeza.&lt;br /&gt;3- Morreu, a pessoa a quem mais amei, não vou conseguir ultrapassar nunca este desgosto.&lt;br /&gt;Nunca pense que as pessoas são substituíveis, não são, por e simplesmente gente e lâmpadas não são a mesma coisa. Perder alguém é uma dor horrível devastadora, e é uma tristeza enorme pensar que nunca mais vamos poder tocar-lhe ou falar-lhe.&lt;br /&gt;Esta tristeza não pode ser contabilizada, mas pode ser revertida, leva tempo, mas lembrem-se que esse tempo é o nosso, não é eterno.&lt;br /&gt;Ter amado alguém cuja perda, nos causa tanta dor é admirável, ter sido amado assim em retorno, não há palavras. Quantos se podem gabar de ter tido essa experiência?&lt;br /&gt;Eu que já passei por ela, digo-vos, sinto uma enorme alegria em ter sido filha, neta, sobrinha, amiga destes seres incríveis e maravilhosos que povoaram a minha vida, o sofrimento que sentia quando falava deles transformou-se em riso, gargalhadas até, e pensar neles traz-me um sorriso aos lábios. Tristeza? Não. Saudade? Sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tristeza tem fim pois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4235620305508251468-2104414854213867683?l=vidanopenico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidanopenico.blogspot.com/feeds/2104414854213867683/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4235620305508251468&amp;postID=2104414854213867683' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/2104414854213867683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/2104414854213867683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidanopenico.blogspot.com/2008/04/tristeza-no-tem-fim-felicidade-sim.html' title='tristeza não tem fim, felicidade sim'/><author><name>duma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00643174871552023876</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/SbfWU2ikE9I/AAAAAAAAALE/N7A1bCuIOh4/S220/SP_A0010.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4235620305508251468.post-3873367556014211520</id><published>2008-04-23T03:20:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T01:10:00.538-07:00</updated><title type='text'>ETs e Afins</title><content type='html'>À laia de nota introdutória, direi que passamos metade, ou mais de metade da nossa vida a engolir sapos, cobras e lagartos ou seja lá o que for. Em inúmeras situações temos de nos confrontar com o grotesco, o caricato, ou mesmo com o que julgaríamos impossível: Extraterrestres.&lt;br /&gt;O que chamo de extra terrestres são aqueles seres que por um equívoco da natureza nasceram na terra, mas que por certo pertencem a algum lugar desconhecido, que nem mesmo pertencem às rotas imaginárias da melhor e pior ficção científica. Há uns anos atrás a minha profissão obrigava-me a um permanente contacto com gente de toda a espécie e feitio, e nesses encontros imediatos surgem com repetida frequência seres extraordinários (alguns até mesmo ordinários), sou uma pessoa que por ferver em pouca água me habituei a um exercício mental de controlo e de moderação pois não posso perder as estribeiras. Mas sinceramente, aonde está o respeito, a educação, a tolerância? Essa pergunta traz-me de volta aos extraterrestres, não são de cá, é a minha conclusão, não é possível. Que mãe terá gerado tais seres?&lt;br /&gt;Entre acusações de espionagem, sim, já me acusaram de espiar a casa de alguém através de uma câmara de vídeo oculta num vídeo em conluio com um senhor que arranja aparelhos de televisão, de me dizerem em surdina: eu estou apenas de passagem pois nasci no planeta X, e qualquer dia mato a minha mãe. Insultos, por ser anticlerical, e anti uma série de coisas, das quais nem sequer tinha ouvido falar. Enfim a última foi de ser Portuguesa e como tal, ter pressa, e por existirem pessoas como eu, é que o País não sai da cepa torta, e finalmente de ser medíocre mas apesar de tudo isto ser muito simpática e gostarem muito de mim, claro que não dão oportunidade de articularmos duas sílabas, mas, mesmo assim conseguimos fazê-los com a nossa conversa perder preciosos minutos.&lt;br /&gt;Ou eu me tornei no esgoto dos extraterrestres, ou na sua aspirina, ou estarei por ventura a tornar-me também extra terrestre e ainda não dei conta. Todos estes sapos, lagartos ou insanidades temos que os aturar de cara alegre, devido aos bons costumes e à nossa posição de prestadores de serviços. Estou firmemente convencida neste momento, que o mau humor geral é devido a esta invasão de extraterrestres que está a atacar o mundo inteiro, sim todas as notícias o dizem, estamos a ser atacados por alienígenas loucos, megalómanos, veja-se na Coreia, nos E.U.A., Iraque, Portugal onde eternos candidatos chegam a Primeiro-ministro, Primeiros-ministros que vão de férias em plena actividade parlamentar. Férias? Desculpem, agora enganei-me, só pode ser invenção pois não posso acreditar que o bicho Homem tenha chegado a tal estado de degradação e iniquidade. Bem, uma coisa é certa se o sonho comanda a vida, os políticos (esses com certeza Et's) do penico global só têm pesadelos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4235620305508251468-3873367556014211520?l=vidanopenico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidanopenico.blogspot.com/feeds/3873367556014211520/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4235620305508251468&amp;postID=3873367556014211520' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/3873367556014211520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/3873367556014211520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidanopenico.blogspot.com/2008/04/ets-e-afins.html' title='ETs e Afins'/><author><name>duma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00643174871552023876</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/SbfWU2ikE9I/AAAAAAAAALE/N7A1bCuIOh4/S220/SP_A0010.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4235620305508251468.post-5354954952134483790</id><published>2008-04-22T00:27:00.000-07:00</published><updated>2008-04-22T12:58:23.893-07:00</updated><title type='text'>a verdade na mentira</title><content type='html'>Quando é que uma história deixa de ser história e passa a ser mentira?&lt;br /&gt;Quando o meu filho era pequeno o pediatra explicou-me que quando ele dizia : não fui eu, foi o gato ( inexistente), estava apenas a dizer: gostava de não ter sido eu, gostava que tivesse sido o gato. Portanto não mentia, expressava apenas um desejo. Mais tarde as desculpas, serviam para ocultar um comportamento que sabia ser condenável, e apareceram histórias mirambulantes, mas muito bem estruturadas, com princípio meio e fim. Eram personagens fictícios, que arcavam com as culpas dos seus actos. A minha filha mais nova ao contrário em pequena, automaticamente assumia a culpa e descartava-se dela muito rapidamente dizendo: parti, paciência. Ou mesmo parti, mas não tive culpa, estava fora do sítio. Não era muito diferente, apenas a forma como expressava o seu desejo era diferente. E mais tarde as desculpas passaram a omissões, pois sem dúvida era menos imaginativa que o irmão.&lt;br /&gt;Enquanto são crianças, conseguimos achar graça às histórias e ver o que está por detrás delas, mas a coisa piora nos adultos, pois como que por magia, passamos a ver nas histórias &lt;strong&gt;mentiras&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Por norma apartir de uma certa idade, as pessoas deixam de mentir e passam a assumir a responsabilidade dos seus actos... Será?&lt;br /&gt;Gaita o copo escorregou-me das mãos! Chiça, isto não estava aqui há bocado! Quem deixou esta Porcaria no meio do corredor?&lt;br /&gt;Ah, copo escorregador, que mania a destes copos. Ai, Ai, que podemos dizer destes objectos saltitões, que mudam de lugar conforme lhes dá na gana, e que dizer das porcarias que gostam de se atirar para os corredores?&lt;br /&gt;Não é fácil pois não é humano, atirar com as culpas para cima do que seja, é humano errar e pôr os pés pelas mãos.&lt;br /&gt;Desculpar uma mentira, isso é que é difícil. É muito difícil, pois rege-nos o medo que a mentira não seja apenas uma história, mas algo mais complexo, a ocultação de provas incriminatórias de actos inconfessáveis.&lt;br /&gt;Vejemos: Hoje bati com o carro, distrai-me. Não é suficientemente digno.&lt;br /&gt;versão dignificada: Imagina, que o Zé me ligou ia no meio do trânsito, e um idiota que vinha atrá de mim começa a buzinar, ultrapassa-me em grande velocidade e trava de repente na minha frente, claro que não tive tempo de travar, o Zé ouviu tudo.&lt;br /&gt;Temos uma versão dignificada e com testemunhas, o que oculta?&lt;br /&gt;Apenas uma distração, que poderá pensar a esposa ao saber a verdade, não me quis dizer porque estava distraído na conversa com a outra, ou coisas mais elaboradas ainda.&lt;br /&gt;Passamos a vida a expressar o desejo de que tal ou tal não tivesse acontecido, e são poucos os casos em que a mentira é mais do que isso, mas como saber qual dos casos é? Não faço a menor ideia, mas uma coisa sei eu não minto desculpo-me é muitas vezes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4235620305508251468-5354954952134483790?l=vidanopenico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidanopenico.blogspot.com/feeds/5354954952134483790/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4235620305508251468&amp;postID=5354954952134483790' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/5354954952134483790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/5354954952134483790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidanopenico.blogspot.com/2008/04/verdade-na-mentira.html' title='a verdade na mentira'/><author><name>duma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00643174871552023876</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/SbfWU2ikE9I/AAAAAAAAALE/N7A1bCuIOh4/S220/SP_A0010.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4235620305508251468.post-3820280307407699717</id><published>2008-04-21T06:25:00.000-07:00</published><updated>2008-04-21T06:40:52.480-07:00</updated><title type='text'>Confiar ou não confiar eis a questão!</title><content type='html'>Como é que é? Devemos confiar implicitamente numa pessoa ou não. À partida eu diria que sim, que devemos confiar, concerteza todos gostamos que confiem em nós, por isso como ponto de partida, a confiança é sempre uma aposta.&lt;br /&gt;Mas...&lt;br /&gt;Mas, se começamos a desconfiar, o que fazer? Como lidar com a desconfiança, que é um pequeno mal que se avoluma e cresce numa proporção assustadora, quase doentia.&lt;br /&gt;Bom, eu sou a favor do confronto, sempre baseado em factos, no tira teimas, para mim não há nada melhor. É claro que corremos o risco de fazer uma triste figurinha, mas... ossos da desconfiança, mais vale do que ficar a roer e remoer.&lt;br /&gt;90% das vezes chega-se a uma conclusão seja para um lado ou pra outro e podemos viver felizes ou infelizes, mas sem dúvidas.&lt;br /&gt;Nos outros 10%, em que não se conseguem evitar dúvidas, bem, vejemos, ou o problema é real e estamos a lidar com alguém muito sabido , ou...&lt;br /&gt;Analisemos:&lt;br /&gt;1- será que o problema existe?&lt;br /&gt;2- o problema existe e é nosso.&lt;br /&gt;Confiar é por vezes difícil mas é necessário para construir seja o que for, a desconfiança é corrosiva e destroi num instante qualquer fundação por muito solida que seja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4235620305508251468-3820280307407699717?l=vidanopenico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidanopenico.blogspot.com/feeds/3820280307407699717/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4235620305508251468&amp;postID=3820280307407699717' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/3820280307407699717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/3820280307407699717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidanopenico.blogspot.com/2008/04/confiar-ou-no-confiar-eis-questo.html' title='Confiar ou não confiar eis a questão!'/><author><name>duma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00643174871552023876</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/SbfWU2ikE9I/AAAAAAAAALE/N7A1bCuIOh4/S220/SP_A0010.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4235620305508251468.post-5136484178152750953</id><published>2008-04-18T01:13:00.000-07:00</published><updated>2008-04-22T12:59:42.153-07:00</updated><title type='text'>Ao meu Príncipe Adormecido</title><content type='html'>Dizem que o dormir alimenta. Espero que sim, que alimente o espirito daqueles que dormem, presos no sono da imutabilidade.&lt;br /&gt;A ti meu pequeno príncipe, que por agora dormes nas teias da vegetabilidade, o que te desejo é um sono tranquilo sem sonhos maus. E que despertes para a vida sem mais consequências do que um sono reparador.&lt;br /&gt;Ao acordares não mais esqueças que a vida é a cores, tecnicolor, os ecrans a preto e branco já não são do teu tempo, mas sim do meu, e até eu já os pus de parte há um milhão de anos.&lt;br /&gt;Nem tudo corre bem, nem tudo corre mal as coisas correm e é tudo.&lt;br /&gt;Se puderes, por favor acorda, porque a vida continuou&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4235620305508251468-5136484178152750953?l=vidanopenico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidanopenico.blogspot.com/feeds/5136484178152750953/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4235620305508251468&amp;postID=5136484178152750953' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/5136484178152750953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4235620305508251468/posts/default/5136484178152750953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidanopenico.blogspot.com/2008/04/ao-meu-prncipe-adormecido.html' title='Ao meu Príncipe Adormecido'/><author><name>duma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00643174871552023876</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_wubHxMy5qhM/SbfWU2ikE9I/AAAAAAAAALE/N7A1bCuIOh4/S220/SP_A0010.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
