E se pudesses voltar atrás mudarias o quê, tudo, nada alguns detalhes?
Se soubesses o que sabes hoje mudaria alguma coisa?
Não sei o que faria, pois já não sou a mesma pessoa que viveu no passado, mudei. As escolhas que fiz no passado, tinham a ver com quem eu era, agora já não sou a mesma,sou outra.
Errei muitas vezes e vou continuar a errar, é o que sou e o que faço. Se voltasse atrás não faria o mesmo provavelmente, mas faria melhor? Talvez não. Só lamento que no processo tenha magoado alguém e me tenha magoado a mim mesma.
A vida talvez não me tenha trazido aonde eu queria, mas trouxe-me aonde eu deveria estar.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
domingo, 18 de novembro de 2012
50
50 …
Este número é mágico, tem um significado muito mais profundo do que se possa supor.
Chegaste ao final da primeira metade, agora começa a segunda parte. Dizem as más-línguas que a segunda metade é a melhor metade.
Será???
Tenho a certeza que sim!!!
Então que hoje seja o primeiro dia do resto da tua vida.
Que seja o primeiro de muitos despertares fantásticos junto daqueles que mais prezas. Que possas acordar cada dia com vontade de mais e mais, e que não te fiques pelo desejo, põe em pratica o que desejas.
Suprime o que não interessa, substitui o que se partiu, avança com os teus planos, por mais loucos que te pareçam, não tenhas medo de viver, vive apenas por ti e para ti, não deixes nunca que as sombras te façam sombra.
O sol brilha todos os dias, nem que seja na cochinchina. Por isso aplica um bom creme protector e vai á luta, que a vida não espera.
Espera o inesperado, pensa o impensável, transforma o intransformável…
Vive os próximos 50 anos sem te preocupares com o que não é preocupável, mas apenas com o teu belo umbigo e faz o melhor que possas…
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Restauração
Perdemos o nosso olhar no nevoeiro e esperámos em vão pelo Salvador Sebastião, aquele que haveria de trazer a restauração do nosso orgulho, bem que colocámos uma pequena estátua na estação dos comboios no Rossio, numa esperança vã que este inspirado pela visão de tal homenagem se metesse a caminho. Mas, qual quê, não veio, nunca apareceu. O tempo foi passando e entretanto continuámos apostados com um intenso fervor, na vinda de um salvador, inventamos uns novos, apostamos neles, e como vimos até aqui a única coisa salva, foram os bolsos de alguns, a única recompensa que recebemos pela nossa espera e confiança foi uma mão cheia de coisa nenhuma. E se apostássemos agora em nós povo, e se a única salvação fossemos nós, e se fossemos nós o SEBASTIÃO, que necessitamos. Poderiamos se quisessemos, podemos sempre dizer NÃO. Podemos exigir que os responsáveis pela crise paguem caro pelo abuso que fizeram e fazem do poder que NÓS lhes concedemos, podemos exigir a sua prisão, podemos exigir que uma solução justa e equitativa para esta crise seja encontrada e posta em prática, PODEMOS? NÃO! DEVEMOS! Devemos a nós próprios a restauração do nosso orgulho, a restauração da segurança para aqueles que trabalharam uma vida inteira, e que contam agora os tostões para comer, a restauração da confiança dos jovens, em que o futuro está aqui, no país onde nasceram, a restauração do amor próprio dos pais, que querem trabalhar para dar de comer aos filhos, sem ter de ir para a fila da sopa dos pobres, a restauração do orgulho em ser recompensado por um trabalho bem feito, a restauração do conceito que com o trabalho podemos construir um futuro digno e não apenas subsistir.
Devemos a nós próprios esta restauração, acabem lá com os feriados se quiserem, mas com a nossa dignidade NÃO!
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Viva Regina !
Nem sempre tenho algo a dizer, mas hoje... Hoje sim.
É sempre bom quando isso acontece por bons motivos.
Amiga, não tiveste medo, finalmente abriste a porta à sorte e deixaste entrar a Vida.
Sim, finalmente aceitaste que a tua bitola é outra, é bom abrir os olhos não é?
A vida pode ser o que sempre quisestes, às vezes sofrer é apenas um prelúdio da grande sinfonia.
E um mau prelúdio não significa nada mais que isso mesmo. Por vezes necessitamos de umas boas bofetadas para conseguir respirar, abrir bem as narinas e os pulmões, inspirar e expirar. Parece tão fácil, mas nem por isso. Esta Arte de Viver é mais instintiva que outra coisa, e os instintos nem sempre estão afinados, muito ao contrário estão é empenados.
Fico feliz de te ver feliz, gosto de te ver sorrir de novo. Quando sorris ficas mais bonita do que o costume. Acordaste a Rainha. É bom ver-te reinar...
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Recomeçar, começar ou acabar??

Recomeçar, começar ou acabar?
Começar de novo, do zerinho, ups, não é bem do zero mas do um e meio ou mesmo do dois. Que caminho mais tortuoso...
Não é fácil, mas é possível.
Mas, pessoal vale a pena? Às vezes sim, outras nem por isso, então quando desistir?
Ok, ponham os pratos na balança, façam as contas, que lado é que pende mais, o bom ou o mau? Até que estejam em equilíbrio vale sempre a pena tentar, só quando o lado negativo chega bem ao fundo é que é hora de dizer : Basta!
Uma relação a dois ( ou três, ou mais) tem que ser encarada como uma sociedade comercial. Em primeiro lugar é um investimento de tempo e de empenho, não nos podemos esquecer de investimentos regulares, ou arriscamos uma falência (técnica ou efectiva). Há que inovar, criar e arriscar, saber ouvir, falar, calar quando é necessário.
E ter sempre em mente que se investimos e queremos lucros, não podemos dormir à sombra da bananeira, dá trabalho? Claro que sim, mas sem trabalho, qual é a graça?
Então vamos lá, depois de analisar os prós e os contras:Recomeçar, começar ou acabar
Começar de novo, do zerinho, ups, não é bem do zero mas do um e meio ou mesmo do dois. Que caminho mais tortuoso...
Não é fácil, mas é possível.
Mas, pessoal vale a pena? Às vezes sim, outras nem por isso, então quando desistir?
Ok, ponham os pratos na balança, façam as contas, que lado é que pende mais, o bom ou o mau? Até que estejam em equilíbrio vale sempre a pena tentar, só quando o lado negativo chega bem ao fundo é que é hora de dizer : Basta!
Uma relação a dois ( ou três, ou mais) tem que ser encarada como uma sociedade comercial. Em primeiro lugar é um investimento de tempo e de empenho, não nos podemos esquecer de investimentos regulares, ou arriscamos uma falência (técnica ou efectiva). Há que inovar, criar e arriscar, saber ouvir, falar, calar quando é necessário.
E ter sempre em mente que se investimos e queremos lucros, não podemos dormir à sombra da bananeira, dá trabalho? Claro que sim, mas sem trabalho, qual é a graça?
Então vamos lá, depois de analisar os prós e os contras:Recomeçar, começar ou acabar
Saudade

Saudade
Com três sílabas apenas se escreve a palavra saudade. Sau-da-de, aparentemente a palavra que nos define como povo, aquela que só existe no vocabulário português. E no dicionário diz: lembrança triste e suave de um bem passado, nostalgia. (isto entre outras definições, evidentemente).
Ora bem, significa isto que somos um povo triste, que vive nostálgico e suavemente a pensar num bem passado?
É verdade que somos um povo triste, nostálgico, de facto.
Porquê, ultrapassa-me completamente. Saudade, saudade de quê? De-feitos passados, defeitos sim, temos muitos, feitos que passaram? Oh amigos, passaram! O que lá vai, lá vai. Sempre pensei que apesar de também ter três sílabas, saudade não rimasse com inércia, mas pelos vistos rima.
Nunca vi um povo como nós, assim tão parado, tão sentado, á espera que algo de bom nos invada e que transforme as nossas vidas, como a pobre da cinderela.
Entregamo-nos ingenuamente ás fadas madrinhas á espera que elas nos levem ao baile do século. Ah! Sim! A roupa é nova, dançamos até á meia-noite, e depois, depois lá vêem os trapos, a esfregona e voltamos ao mesmo. Mas, claro fica-nos a saudade, daquele pouco tempo de glória em que fomos os reis do baile e todos encantámos com a fatiota cheia de brilho.
Vivemos afastados dos séculos, não é de agora, qualquer historiador dirá que o espírito português sempre foi diferente, não sei se diferente ou apenas ausente. Talvez tenha sido apenas o tamanho que nos inibiu, nos impediu de fazer frente ao século vigente. Temos que pensar, que não é o traje que nos faz, deixar de lado as roupagens, que são apenas adereços e mergulhar de cabeça no trabalho, é uma vassoura o que temos nas mãos? Não faz mal, ao menos que fique bem limpo, sem saudade. Como diz o poeta Chico:.. a saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu…
É melhor seguir em frente, sem nostalgia, agarrar o futuro, pensar que português não rima com tacanhez, mas sim com força, sensatez, paixão, brio.
Quero dizer, sim, somos diferentes, não pelas caravelas de velas já desfeitas, mas pelo brilho do nosso olhar, um olhar português…
Com três sílabas apenas se escreve a palavra saudade. Sau-da-de, aparentemente a palavra que nos define como povo, aquela que só existe no vocabulário português. E no dicionário diz: lembrança triste e suave de um bem passado, nostalgia. (isto entre outras definições, evidentemente).
Ora bem, significa isto que somos um povo triste, que vive nostálgico e suavemente a pensar num bem passado?
É verdade que somos um povo triste, nostálgico, de facto.
Porquê, ultrapassa-me completamente. Saudade, saudade de quê? De-feitos passados, defeitos sim, temos muitos, feitos que passaram? Oh amigos, passaram! O que lá vai, lá vai. Sempre pensei que apesar de também ter três sílabas, saudade não rimasse com inércia, mas pelos vistos rima.
Nunca vi um povo como nós, assim tão parado, tão sentado, á espera que algo de bom nos invada e que transforme as nossas vidas, como a pobre da cinderela.
Entregamo-nos ingenuamente ás fadas madrinhas á espera que elas nos levem ao baile do século. Ah! Sim! A roupa é nova, dançamos até á meia-noite, e depois, depois lá vêem os trapos, a esfregona e voltamos ao mesmo. Mas, claro fica-nos a saudade, daquele pouco tempo de glória em que fomos os reis do baile e todos encantámos com a fatiota cheia de brilho.
Vivemos afastados dos séculos, não é de agora, qualquer historiador dirá que o espírito português sempre foi diferente, não sei se diferente ou apenas ausente. Talvez tenha sido apenas o tamanho que nos inibiu, nos impediu de fazer frente ao século vigente. Temos que pensar, que não é o traje que nos faz, deixar de lado as roupagens, que são apenas adereços e mergulhar de cabeça no trabalho, é uma vassoura o que temos nas mãos? Não faz mal, ao menos que fique bem limpo, sem saudade. Como diz o poeta Chico:.. a saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu…
É melhor seguir em frente, sem nostalgia, agarrar o futuro, pensar que português não rima com tacanhez, mas sim com força, sensatez, paixão, brio.
Quero dizer, sim, somos diferentes, não pelas caravelas de velas já desfeitas, mas pelo brilho do nosso olhar, um olhar português…
Memórias
Memórias, histórias?
Enquanto esperava à porta do supermercado pela boleia do meu marido, passaram por mim vários rostos, para mim sem nome, que me lembraram outros rostos, alguns com nome.
Rostos, que não voltarei a ver senão talvez, nas viagens da minha memória ou nalguma fotografia amarelecida pelo tempo. Rostos que se confundem nas recordações. Parece-me que é o tio do pai, ou será que é aquele amigo do avô que andou com ele na tropa?
Memórias, histórias, o que nos diz um rosto? Ás vezes tudo, outras vezes nada. Quando é que um rosto deixa de ser um para se tornar no? O que é que faz um rosto? Dois olhos, uma boca, um nariz? Uma expressão, um sorriso?
Olá! Tudo bem? Não se lembra de mim? Estou assim tão diferente? Deve estar, penso muitas vezes, pois não me diz nada – desculpe não estou bem a ver. Ah! Sim desculpe lá, sabe, sou muito distraída, tenho dificuldade em reconhecer as pessoas fora do contexto, balbucio á laia de desculpa. Outras vezes sou eu própria a reconhecer rostos a quem sou eu que nada trago á memória. As vezes, pudera, não os conhecia mesmo, reconheço quando chego a casa, ligo a televisão e lá estão eles. Não admira que não me conhecessem de lado nenhum.
Se pensar um pouco, acho que certos rostos são persistentes, não pelas feições mais ou menos agradáveis, mas simplesmente pelas memórias que nos despertam.
Um gesto, um olhar, um cheiro e clique, eis que desperta algo que rapidamente assume forma de memória, de história. Lembras-te daquela vez que fulano fez…
Naquele instante o tempo volta atrás e a história torna-se vívida, real. Saudade? Não precisamente, apenas trás um sorriso, uma lágrima e depois desaparece, sem deixar outro rasto senão um rosto tão ténue como um retrato carcomido.
Se recordar é viver, significa que vivemos só para recordarmos? Recordamos só para viver? Ou nada disso. Vivemos, ás vezes recordamos. Mas como a memória é selectiva, e muitas vezes mentirosa, há que fazer uma triagem antes de aceitar as memórias, separar as histórias compridas e alindadas, efeitos que o tempo empresta á verdade.Hoje que tanto se fala em memórias falsas, implantadas por profissionais, e por medos ou desejos, será melhor recorrer aos meios que nos proporcionou o progresso tecnológico. O segredo é gravar em CD, com som, para que não se percam os rostos, as vozes (legendar não seria má ideia), só os cheiros não se podem guardar, nem as sensações. Em contrapartida olhar para trás, ter vivido, ter lá estado, ter conhecido, conseguir lembrar, como diria o meu marido: já não é chita!!!
Enquanto esperava à porta do supermercado pela boleia do meu marido, passaram por mim vários rostos, para mim sem nome, que me lembraram outros rostos, alguns com nome.
Rostos, que não voltarei a ver senão talvez, nas viagens da minha memória ou nalguma fotografia amarelecida pelo tempo. Rostos que se confundem nas recordações. Parece-me que é o tio do pai, ou será que é aquele amigo do avô que andou com ele na tropa?
Memórias, histórias, o que nos diz um rosto? Ás vezes tudo, outras vezes nada. Quando é que um rosto deixa de ser um para se tornar no? O que é que faz um rosto? Dois olhos, uma boca, um nariz? Uma expressão, um sorriso?
Olá! Tudo bem? Não se lembra de mim? Estou assim tão diferente? Deve estar, penso muitas vezes, pois não me diz nada – desculpe não estou bem a ver. Ah! Sim desculpe lá, sabe, sou muito distraída, tenho dificuldade em reconhecer as pessoas fora do contexto, balbucio á laia de desculpa. Outras vezes sou eu própria a reconhecer rostos a quem sou eu que nada trago á memória. As vezes, pudera, não os conhecia mesmo, reconheço quando chego a casa, ligo a televisão e lá estão eles. Não admira que não me conhecessem de lado nenhum.
Se pensar um pouco, acho que certos rostos são persistentes, não pelas feições mais ou menos agradáveis, mas simplesmente pelas memórias que nos despertam.
Um gesto, um olhar, um cheiro e clique, eis que desperta algo que rapidamente assume forma de memória, de história. Lembras-te daquela vez que fulano fez…
Naquele instante o tempo volta atrás e a história torna-se vívida, real. Saudade? Não precisamente, apenas trás um sorriso, uma lágrima e depois desaparece, sem deixar outro rasto senão um rosto tão ténue como um retrato carcomido.
Se recordar é viver, significa que vivemos só para recordarmos? Recordamos só para viver? Ou nada disso. Vivemos, ás vezes recordamos. Mas como a memória é selectiva, e muitas vezes mentirosa, há que fazer uma triagem antes de aceitar as memórias, separar as histórias compridas e alindadas, efeitos que o tempo empresta á verdade.Hoje que tanto se fala em memórias falsas, implantadas por profissionais, e por medos ou desejos, será melhor recorrer aos meios que nos proporcionou o progresso tecnológico. O segredo é gravar em CD, com som, para que não se percam os rostos, as vozes (legendar não seria má ideia), só os cheiros não se podem guardar, nem as sensações. Em contrapartida olhar para trás, ter vivido, ter lá estado, ter conhecido, conseguir lembrar, como diria o meu marido: já não é chita!!!
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